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Saúde

Abril Azul mobiliza escolas e reforça cultura de inclusão em Várzea Grande

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A manhã desta segunda-feira (27) foi marcada por emoção, aprendizado e fortalecimento do compromisso com a inclusão na EMEB Professora Salvelina Ferreira da Silva, em Várzea Grande. A unidade promoveu o encerramento das atividades do Abril Azul, campanha voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reunindo alunos, professores, equipe pedagógica e toda a comunidade escolar.

Ao longo do mês, a escola desenvolveu uma série de ações integradas com foco na valorização das diferenças e na construção de uma educação mais inclusiva. As iniciativas envolveram desde atividades pedagógicas em sala de aula até oficinas da Escola em Tempo Ampliado (ETA). Um dos momentos de destaque foi a apresentação do Coral Canto e Encanto, que emocionou o público e simbolizou o engajamento coletivo da unidade.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, participou do evento e ressaltou a importância de ampliar o olhar sobre a inclusão em toda a rede municipal. Segundo ela, o compromisso da gestão vai além do autismo e abrange todos os estudantes.

“Esse é um movimento importante de garantia de direitos das crianças com autismo, mas não podemos esquecer que temos, na rede, estudantes neurodivergentes e pessoas com deficiência. O autismo é uma dessas condições, mas nosso foco deve ser todos e todas incluídos no sistema de ensino”, afirmou.

A secretária também destacou o papel da escola na formação de uma sociedade mais consciente e respeitosa. “O respeito às diferenças nasce dentro das escolas. É nesse ambiente que formamos a consciência cidadã. Por isso, precisamos manter um olhar atento, acolhedor e fraterno para todas as diferenças, sejam elas neurológicas ou físicas”, pontuou.

Ainda conforme Maria Fernanda, a rede municipal tem avançado no fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão, com ações que envolvem professores, coordenadores, gestores e toda a comunidade escolar. “Sabemos que muitas famílias ainda enfrentam desafios, e é por isso que nós, enquanto educadores, temos a responsabilidade de promover um ambiente mais acolhedor dentro das nossas unidades”, completou.

A diretora da escola, Dilvania Rosa Ribeiro de Oliveira, destacou que o trabalho realizado durante o Abril Azul reflete um compromisso permanente da unidade. “A conscientização sobre o autismo não deve se limitar ao mês de abril. Ela precisa estar presente em todos os espaços de convivência. É essencial respeitar, compreender e valorizar cada indivíduo em sua singularidade, promovendo uma educação verdadeiramente inclusiva todos os dias”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades foram planejadas de forma lúdica e pedagógica, envolvendo crianças da Educação Infantil e estudantes do Ensino Fundamental, contribuindo para o desenvolvimento da empatia, do respeito e da convivência harmoniosa.

O Abril Azul é uma campanha mundial que busca ampliar a conscientização sobre o autismo, combater preconceitos e promover a inclusão social. Em Várzea Grande, a iniciativa integra um conjunto de ações da Secretaria Municipal de Educação voltadas à construção de uma educação mais inclusiva, acessível e humanizada.

A EMEB Professora Salvelina Ferreira da Silva segue como exemplo desse compromisso, promovendo um ambiente acolhedor, onde as diferenças são reconhecidas como parte essencial da formação humana e social dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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