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Polícia Civil aprofunda investigação e cumpre novos mandados em operação contra fraudes milionárias em licitações públicas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.12), a Operação Cenário Montado Gyn, como desdobramento de uma investigação complexa que apurou um esquema estruturado de fraudes em licitações públicas, tendo como vítima a Prefeitura Municipal de Barra do Garças.

O esquema, com indícios de superfaturamento, direcionamento de certames, uso de empresas de fachada, associação criminosa e corrupção, envolvia empresários, funcionários de empresas e servidores públicos.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais, sendo sete mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, suspensão de atividades econômicas de duas empresas e sequestro de valores superiores a R$ 4,2 milhões.

As ordens judiciais foram deferidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças e são cumpridas no município e nas cidades goianas de Aparecida de Goiânia e Aragoiânia. O cumprimento dos mandados conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil de Mato Grosso, e da Polícia Civil de Goiás.

A operação, presidida pelo delegado Adriano Marcos Alencar, com apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob a coordenação do delegado regional de Barra do Garças, Wilyney Santana Borges, é um desdobramento das Operações Cenário Montado I e II, deflagradas nos meses de março e maio deste ano.

Início das investigações

As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, iniciaram em janeiro de 2025, inicialmente com o objetivo de apurar um esquema de fraudes em licitações no município de Pontal do Araguaia, após informações levantadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O esquema, realizado por meio de empresas do setor de produção de eventos e shows, era utilizado para fraudar processos licitatórios, que deram origem a Atas de Registro de Preços utilizadas de forma reiterada por diversos municípios, por meio de adesões (“caronas”), com valores expressivos e indícios de direcionamento e simulação de concorrência.

Somente nesses três pregões investigados em Pontal do Araguaia, os valores globais alcançaram aproximadamente R$ 25,8 milhões, com possibilidade legal de adesões que poderiam atingir, em tese, até R$ 51,7 milhões, considerando o limite máximo de 200% previsto na legislação.

Superfaturamento e manipulação de preços

As análises técnicas realizadas pela Polícia Civil demonstraram superfaturamento de até 372,09% em diversos itens licitados, tais como palcos, sistemas de iluminação, geradores, telões de LED e estruturas para eventos.

Após a deflagração das operações, uma pesquisa comparativa posterior revelou queda significativa e imediata nos preços, evidenciando que os valores anteriormente praticados estavam inflados artificialmente, reforçando a suspeita de manipulação de pesquisas de preços, repetição textual de orçamentos e ausência de competitividade real entre fornecedores.

Expansão do esquema

Com o avanço das investigações, constatou-se que o mesmo padrão fraudulento teria sido replicado em outros municípios da região, incluindo Barra do Garças, por meio de adesões a atas originadas em Pontal do Araguaia.

Em um pregão eletrônico do município de Barra do Garças, passaram a integrar o núcleo central da operação indícios de subcontratação integral irregular, execução contratual simulada e continuidade das atividades por empresas ligadas a grupos já sancionados judicialmente.

Com base nos elementos colhidos durante as investigações, houve representação pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. O valor inicialmente identificado como prejuízo ao erário, a ser bloqueado e sequestrado, foi fixado em R$ 4.208.302,96, correspondente aos recursos públicos sob investigação no núcleo central da operação.

Nas fases anteriores, foi deferida medida judicial de sequestro de bens em valores superiores a R$ 21 milhões.

As investigações seguem em andamento, com análise aprofundada de documentos, dados bancários e telemáticos, não sendo descartadas novas fases, novas responsabilizações e ampliação do alcance das apurações, conforme o avanço técnico-probatório.

Cenário Montado

O nome da operação reflete a dinâmica do esquema fraudulento, em que empresas de fachada simulavam uma concorrência legítima em licitações públicas. O termo destaca o caráter forjado do processo, remetendo a algo previamente planejado para enganar a administração pública.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ação integrada resulta na prisão de três pessoas envolvidas no homicídio de idoso em Pontes e Lacerda

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Três pessoas envolvidas no homicídio de um idoso e na tentativa de homicídio contra o seu neto, ocorrido na sexta-feira (16.4), na zona rural do município de Pontes e Lacerda, foram presas em flagrante pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar.

Os suspeitos foram autuados pelos crimes de homicídio consumado, homicídio tentado, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Após a ocorrência registrada na madrugada do dia 16 de abril de 2026, na comunidade Barra do Marco, foram desencadeadas diligências ininterruptas com o objetivo de apurar o crime.

Logo que acionados os policiais civis deslocaram-se ao local dos fatos, iniciando imediatamente os levantamentos preliminares e a coleta de elementos informativos.

No decorrer das investigações, diversas diligências foram realizadas, incluindo análise de imagens de câmeras de segurança, oitivas e levantamentos de campo.

Como resultado da atuação célere e integrada das forças de segurança, foi possível identificar os três suspeitos de envolvimento direto e indireto no crime.

Durante a ação integrada, foi apreendido um veículo Nissan Versa, usado para dar apoio logístico aos autores, utilizado no deslocamento até o local dos fatos.

Ainda conforme o delegado, Gabriel Chadud, o referido automóvel tratava-se de um carro clonado, com registro de furto ocorrido em Cuiabá no mês de março deste ano.

“As investigações indicam que um dos suspeitos atuou como motorista do veículo até a chácara onde ocorreram os crimes, enquanto os outros dois participaram na ocultação, guarda e dissimulação do automóvel. Bem como as imagens de câmeras de monitoramento corroboram o envolvimento dos investigados na dinâmica criminosa”, destacou o delegado.

O crime resultou na morte de um idoso Sebastião Carlos de Oliveira de 68 anos. A segunda vítima, neto do idoso de 23 anos, também foi alvo dos disparos de disparos de arma de fogo e golpes de faca, no entanto foi socorrido com vida.

A Polícia Civil prossegue com as investigações visando à completa elucidação e motivação dos fatos e à identificação de outros possíveis envolvidos no crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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