Search
Close this search box.

Polícia

Operações Integradas prendem mais de 80 e apreendem 40 armas de fogo em Cáceres

Publicado em

Polícia

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) já promoveu 16 Operações Integradas de forma ininterrupta, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo do Estado, no município de Cáceres (225 km de Cuiabá), que levaram à prisão 82 criminosos e retiram 40 armas de fogo de circulação desde 20 de janeiro deste ano.

No decorrer das operações, a Polícia Militar cumpriu 15 mandados de prisão e 67 integrantes de facção foram presos em flagrante, sendo 43 por participação direta em homicídios e tentativas de homicídios.

Também foram retiradas de circulação 40 armas de diferentes calibres, além de 65 quilos de entorpecentes.

Durante as operações, a Polícia Civil, instaurou 31 inquéritos policiais e 100% dos homicídios e tentativas de homicídios ocorridos estão sendo investigados, sendo 14 assassinatos e 17 tentativas de homicídios.

Do total de 14 de homicídios registrados desde o início do ano, as investigações chegaram à autoria de 10 crimes e estão sendo indiciados. A Polícia Civil cumpre diligência em busca dos autores de outros quatro, sendo que dois deles ocorreram nesta quarta-feira (11.3).

O secretário Adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, reforçou que essas ações fazem parte do programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas e demonstram o compromisso permanente do Governo do Estado e da Secretaria de Segurança com o cidadão mato-grossense.

“Estamos comprometidos com preservação da ordem pública e com o enfrentamento firme e coordenado das facções criminosas, por meio da atuação integrada das forças de segurança, do uso qualificado da inteligência policial e da presença operacional contínua, reafirmando a determinação do governador de garantir mais segurança e tranquilidade à população de Cáceres e de toda a região oeste de Mato Grosso”, reforçou.

Planejamento

Dentre as operações realizadas estão: Escudo da Madrugada, Força Total, Tolerância Zero e Território Livre, lançadas de forma alternada conforme o planejamento operacional e análise dos indicadores criminais.

Neste momento duas operações integradas estão em andamento em Cáceres: a operação Território Livre que visa o enfrentamento de facções criminosas e a Escudo da Madrugada, que amplia ações em bairros com maiores índices de homicídios.

Estão sendo mobilizados homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática, Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Companhia Raio e Cavalaria da Polícia Militar, além do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Polícia Civil.

Fonte: PM MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Polícia Civil cumpre 74 ordens judiciais e desarticula grupo especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos

Publicados

em

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (5.11), a Operação Círculo Vicioso para desarticular um grupo criminoso interestadual especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos.

A operação cumpre 74 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão domiciliar, 18 autorizações para acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancários e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros no valor de aproximadamente R$ 240 mil. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), identificaram uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados e responsável por uma série de furtos a caixas eletrônicos instalados em estabelecimentos comerciais e instituições financeiras de Cuiabá e Várzea Grande.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso, e nas cidades de Joinville (SC) e São Luís (MA). O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Arrombamento de caixas eletrônicos

As investigações tiveram início a partir de um furto ocorrido na madrugada de 21 de janeiro de 2026, em um caixa eletrônico instalado no interior de um supermercado, no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ação criminosa, os suspeitos utilizaram uma lança térmica, uma ferramenta industrial usada para cortar materiais resistentes, para romper o cofre do equipamento. Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as cédulas para inutilizá-las, os criminosos conseguiram subtrair R$ 105 mil.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Durante a apuração dos fatos, a equipe da GCCO/Draco identificou que o crime fazia parte de uma sequência de ataques com características semelhantes. Ao todo, foram identificados seis furtos praticados entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 em caixas eletrônicos de Cuiabá e Várzea Grande.

As ações tinham como características o arrombamento de paredes, a utilização de lonas para esconder a luminosidade produzida pela lança térmica e o corte dos cofres dos equipamentos.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Núcleos e lavagem de dinheiro

Conforme apurado, o grupo criminoso possuía núcleos responsáveis pela execução dos furtos, pela lavagem das cédulas sujas de tinta, pela utilização de equipamentos tecnológicos e pelo recebimento dos recursos ilícitos.

Após os ataques, os integrantes responsáveis pela lavagem realizavam procedimentos para retirar fisicamente a tinta de segurança das cédulas, utilizando produtos químicos e outros materiais. Em seguida, o dinheiro era depositado de maneira fracionada em diferentes agências bancárias, estratégia conhecida como smurfing, para dificultar a identificação da origem criminosa dos valores.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

O dinheiro obtido nos furtos era distribuído entre diferentes integrantes e terceiros, que recebiam os depósitos em suas contas bancárias. A análise de imagens dos circuitos de segurança das instituições financeiras e outros elementos de investigação permitiram identificar a participação dos suspeitos em diferentes etapas do esquema criminoso.

Atuação interestadual

A investigação apontou que o grupo criminoso possuía integrantes residentes em outros estados, especialmente em Santa Catarina, que se deslocavam para Mato Grosso para executar os ataques. Os elementos reunidos também indicaram conexões dos investigados com práticas criminosas anteriores nos estados do Rio de Janeiro e de Alagoas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As medidas judiciais autorizadas abrangem endereços em Mato Grosso e em Joinville, além de providências destinadas a interromper a movimentação dos recursos financeiros provenientes das atividades ilícitas.

A decisão judicial também autorizou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite global de R$ 239.980,52, valor correspondente aos prejuízos quantificados nos autos em quatro dos furtos investigados, com possibilidade de reavaliação após o aprofundamento das análises financeiras.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Nome da operação

O nome Operação Círculo Vicioso faz referência ao ciclo criminoso identificado durante as investigações, no qual os integrantes da organização praticavam furtos a caixas eletrônicos, retiravam os valores dos equipamentos e, em seguida, utilizavam estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro e reinseri-lo no sistema financeiro.

A expressão também representa a dinâmica de repetição das atividades criminosas, que envolvia diferentes núcleos, mantendo em funcionamento uma estrutura organizada e contínua de obtenção de vantagens ilícitas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Renorcrim

A operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência e combate duradouro à criminalidade.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA