Polícia
Investigados da Operação Conluio Pantaneiro lavavam dinheiro com empresas fantasmas
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As investigações da Operação Conluio Pantaneiro, deflagrada pela Polícia Civil na última sexta-feira (20.3) para investigar uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas na fronteira, apontaram que o grupo criminoso utilizava diversas empresas fantasmas para lavar o dinheiro da atividade ilícita.
“Os investigados utilizavam de pessoas jurídicas ‘fantasmas’ e de terceiros sem capacidade financeira para movimentar elevadas quantias oriundas do tráfico de drogas”, afirmou a delegada Bruna Laet.
Segundo a delegada, os investigados utilizavam de múltiplas transações, com a finalidade de ocultar a origem dos ativos financeiros e permitir que estes fossem utilizados sem comprometê-los, bem como envolveram empresas que não existiam de fato, “empresas de fachada”.
A principal empresa utilizada pelo grupo em Mato Grosso para lavar o dinheiro do tráfico era do ramo de instalação e manutenção de ar-condicionado, localizada em Cáceres. O proprietário, de 43 anos, usava as contas da empresa para as transações e também sua conta pessoal. Somente em 2023, ele recebeu R$ 4.894.253,48. Na sexta-feira (20), ele foi preso em Cáceres.
Os investigados receberam também valores elevados de duas empresas laranjas de São Paulo, ambas geridas pelas mesmas pessoas, que supostamente seriam do ramo de assessoria em gestão administrativa. Um homem, de 55 anos, apontado como responsável pela empresa, foi preso em Taubaté (SP) na deflagração da operação.
Havia, ainda, empresas de vários ramos, como sorveteria, transporte de carga, incorporação de empreendimentos imobiliários, salão de beleza, consultoria de gestão empresarial, distribuidora de bebidas, terraplanagem e gestão administrativa.
As investigações apontam que, somente entre o dia 06 de junho de 2023 e o dia 17 de agosto de 2023, o grupo, formado por cerca de 20 pessoas, recebeu pelo menos seis carregamentos de drogas, totalizando 2.700kg de pasta base de cocaína, e chegando a movimentar cerca de R$ 54 milhões.
“Eles eram uma organização criminosa estruturada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagem financeira por meio do tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso, que durou mais de dois anos.
Nessa sexta-feira (20), foram cumpridos todos os 10 mandados de prisão, realizadas quatro prisões em flagrante, apreendidos quatro armas de fogo, um carro, uma motocicleta, dois caminhões, 13 relógios, 21 eletrônicos e R$ 8.570 em espécie.
As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e mais detalhes do modus operandi do grupo e outras fases da operação não são descartadas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia Civil cumpre 20 ordens judiciais contra investigados por tráfico de drogas em Rosário Oeste
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15.7), a sexta fase da Operação Devastate para cumprimento de 20 ordens judiciais contra pessoas investigadas por integrar uma facção criminosa com atuação em Rosário Oeste. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão no município.
As ordens judiciais foram expedidas pela Comarca de Rosário Oeste, com base em representações por medidas cautelares formuladas no curso das investigações, que apontaram indícios da participação dos alvos no tráfico de drogas na região.
A operação tem como objetivo intensificar o enfrentamento às facções criminosas instaladas no município, desarticulando a atuação dos investigados e enfraquecendo a estrutura da organização criminosa.
O trabalho é resultado de investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Rosário Oeste, que reuniram elementos indicando o envolvimento dos suspeitos com o comércio ilícito de entorpecentes em Rosário Oeste.
A ação contou com apoio de equipes da Regional de Várzea Grande e da Diretoria Metropolitana, que atuaram no cumprimento simultâneo dos mandados judiciais.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração dos crimes relacionados ao tráfico de drogas e à atuação da facção no município.
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