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Combater o etarismo é promover humanidade

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*Por Katiuscia Manteli

Em uma sociedade que celebra a juventude e teme o envelhecimento, ser idoso ainda é, muitas vezes, sinônimo de invisibilidade. O tempo, que deveria ser símbolo de sabedoria, acaba se tornando um marcador de exclusão. Esse preconceito, tão silencioso quanto cruel, tem nome: etarismo, a discriminação baseada na idade. Combater o etarismo é um desafio social e moral que exige sensibilidade, empatia e, sobretudo, políticas públicas.

O tema da redação do Enem deste ano, “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, trouxe à tona um debate essencial e urgente. Como estamos nos preparando, individual e coletivamente, para viver mais e melhor? O aumento da expectativa de vida é uma conquista, mas o modo como tratamos nossos idosos ainda revela desigualdades e preconceitos profundos. Envelhecer não deveria ser sinônimo de isolamento, e sim de continuidade, participação e pertencimento.

Com esse propósito, propus na Câmara Municipal de Cuiabá o projeto que deu origem à Lei nº 7.300/2025, sancionada pelo Executivo Municipal, que institui a criação do Programa de Integração Geracional. A iniciativa busca aproximar crianças, jovens e idosos em atividades culturais, educativas, recreativas e sociais, promovendo o respeito e o diálogo entre as gerações.

A nova lei estabelece ações que vão desde oficinas de arte, música, teatro e alfabetização digital até projetos de tutoria mútua, nos quais jovens ensinam idosos e aprendem com eles. A proposta é simples, mas transformadora, gerar convivência, fortalecer vínculos e valorizar o papel social de cada faixa etária.

O etarismo nos afasta uns dos outros. Faz com que o idoso se sinta um peso e o jovem, impaciente com o tempo. Mas quando promovemos espaços de convivência, percebemos o quanto cada geração tem a oferecer. O entusiasmo da juventude se equilibra com a experiência dos mais velhos. O riso das crianças reacende a esperança em quem já viveu muito. A troca de saberes renova o sentido da coletividade.

Vivemos mais, mas nem sempre convivemos melhor. Por isso, políticas públicas como essa são urgentes, não apenas para garantir direitos, mas para reconstruir pontes entre as pessoas. O Programa de Integração Geracional é uma resposta prática a um problema humano, o do isolamento, e um lembrete de que a cidade precisa de todos, dos que plantam e dos que já colheram.

Combater o etarismo é mais do que defender os idosos. É defender o direito de cada pessoa envelhecer com dignidade, reconhecimento e participação. É afirmar que a idade não define o valor de ninguém. É escolher a humanidade em vez do descaso, o respeito em vez da indiferença.

Em tempos de pressa e superficialidade, integrar gerações é um gesto de amor social. Cuiabá dá um passo importante ao transformar esse princípio em lei.

*Katiuscia Manteli é jornalista e vereadora em Cuiabá (PSB).

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Prefeita Flávia Moretti e deputado Juca do Guaraná anunciam reforma e ampliação de ESF no Água Vermelha

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o deputado estadual Juca do Guaraná Filho (PSDB) visitaram, nesta quinta-feira (11), o bairro Água Vermelha e anunciaram a reforma da Estratégia Saúde da Família (ESF) Celestina Gomes Coelho.

A unidade de saúde atende moradores de toda a região e oferece serviços como vacinação, acompanhamento da saúde do idoso, pré-natal, ações preventivas e diversos outros atendimentos.

Conforme a prefeita, além da reforma, a unidade deverá ser ampliada para oferecer mais serviços à população. “Nossa missão é garantir que a futura obra seja executada com a maior qualidade possível. Vamos proporcionar atendimentos mais humanizados e eficientes para toda essa região”, destacou Flávia Moretti.

O deputado estadual Juca do Guaraná lembrou que, recentemente, destinou R$ 1,5 milhão para a área da saúde do município. “Acompanho o trabalho da prefeita Flávia e vi a unidade de saúde do Capão Grande, uma estrutura de primeiro mundo. Isso me incentivou a trabalhar para que o bairro Água Vermelha também receba uma unidade com esse padrão de qualidade”, afirmou.

Moradora da região, Veranice Rondon, que há oito anos vende salgados em frente à unidade, emocionou-se ao receber a notícia. “Esta unidade representa parte da minha vida. Fico muito feliz com essa conquista. Oro pela vida da prefeita e do deputado por se empenharem para que isso aconteça”, declarou.

A enfermeira e coordenadora da unidade, Camila Pinheiro Sabadini, ressaltou que a obra é um sonho tanto para os profissionais quanto para a comunidade atendida. “Temos mais de 7 mil pessoas cadastradas. É um sonho contar com uma estrutura melhor para acolher os moradores e oferecer um atendimento ainda mais qualificado”, destacou.

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