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Projeto “Cemulher nas Escolas” leva conscientização a estudantes da Escola Tiradentes em VG

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Mato Grosso

Foto horizontal em plano aberto que mostra uma sala de aula com alunos ouvindo a palestra do servidor Cristian Pereira, da Cemulher.O projeto “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas” esteve na Escola Estadual Militar Tiradentes, no bairro Jardim Aeroporto, em Várzea Grande, na última quinta-feira (26), levando palestras a cerca de 80 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, nos períodos matutino e vespertino.

A iniciativa da equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) ocorre durante o ano todo e foi intensificada ao longo deste mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, disseminando informações ao público adolescente sobre como identificar um relacionamento abusivo, tipos de violência contra a mulher, dados estatísticos sobre a violência no Brasil e em Mato Grosso e formas de buscar ajuda.

Foto horizontal em plano médio que mostra a aluna da Escola Tirandentes de Várzea Grande, Ana Júlya Tavares em pé, gesticulando. Ela é uma adolescente de pele clara, olhos castanhos, cabelo castanho preso, usando moletom cinza e branco da escola militar.Para a estudante Ana Júlya Tavares, 14, a palestra foi importante para orientar os adolescentes, que, segundo ela, têm sido influenciados por grupos que espalham misoginia na internet. “É muito importante uma palestra como essa, ainda mais nos dias atuais, em que a misoginia é algo muito crescente, as pessoas estão sendo influenciadas e estão praticando esse ato de violência e ódio contra a mulher. Então, é muito bom saber que tem pessoas que lutam pela causa das mulheres”, disse.

Ana Júlya conta que ficou impactada com o conteúdo apresentado pelos assessores técnicos multidisciplinares da Cemulher, Adriany Carvalho e Cristian Pereira, como dados estatísticos sobre feminicídio e, especialmente, áudios reais de mulheres que ligaram no 190 para pedir socorro em momentos de violência doméstica.

“O áudio mexe muito com a gente porque são situações reais e mostram que essas situações existem e que elas estão presentes ali no cotidiano, na vida de muitas pessoas. Então, faz com que as pessoas percebam que a gravidade daquela situação é muito mais real e mais importante do que parece”, comenta.

O estudante Davi Barreto afirma que a palestra foi interessante por mostrar a realidade atual da sociedade em relação ao aumento de casos de violência contra a mulher. “É um assunto muito delicado, que deve ser tratado na escola. Eu apoio as pessoas que trazem esse tipo de palestra para a escola. O aluno tem que entender e tomar consciência sobre o assunto”, diz.

Foto horizontal em plano médio que mostra a professora Fabiana Gomes em pé, ao lado de um banner do projeto Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas. ela é uma mulher branca, loira, usando blusa laranjada de manga comprida.A professora Fabiana Gomes comenta que os dados negativos sobre a violência contra a mulher em Mato Grosso reforçam a necessidade de atividades educativas como a proporcionada pelo projeto Cemulher e a Lei Maria da Penha na Escola. “É importante abordarmos essa temática em nossa instituição juntamente com os nossos estudantes. Eles tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre quais argumentos, quais estratégias eles devem estar atentos no seu ambiente familiar, nos lugares que frequentam, seja violência física, seja violência virtual ou patrimonial. E nós aprendemos muito com a equipe da Cemulher em nossa instituição”, elogia.
Foto horizontal em plano aberto que mostra uma sala de aula com alunos ouvindo a palestra da servidora Adriany Carvalho, da Cemulher.A assessora técnica multidisciplinar da Cemulher, Adriany Carvalho, conta que a palestra sobre prevenção à violência doméstica e familiar ocorreu a convite da equipe gestora da Escola Tiradentes. “A gestão demonstrou grande preocupação com os índices de violência e reconhece a importância da educação como ferramenta poderosa para transformação social e prevenção. A receptividade da escola foi excelente: direção, coordenação e professores foram muito acolhedores, e os alunos participaram de forma ativa, curiosa e respeitosa. Foi uma experiência muito positiva, marcada por troca, escuta e reflexão”, avalia.

Saiba onde buscar ajuda em caso de violência doméstica:

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher:

(65) 3901-4277

WhatsApp para denúncias- 8408-7983

Plantão 24h de Violência Doméstica e Sexual: (65) 3901-4254

Defensoria Pública de MT:

Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) – (65) 99805-1031 – Cuiabá.

Defensoria Pública da 1° Vara de Viol. Doméstica – 99804-2636

Defensoria Pública da 2° Vara de Viol. Doméstica – 99630-2157

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

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Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.



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