Economia
Uso de drywall avança e requalifica o mercado de gesso
Economia
A Construção a Seco vem ganhando espaço no mercado brasileiro como uma alternativa mais industrializada e eficiente aos métodos construtivos convencionais. Baseado em sistemas leves e modulares, o modelo engloba soluções como o drywall para divisórias internas e o Light Steel Frame para edificações completas, combinando estruturas metálicas, placas e componentes desenvolvidos para reduzir etapas de obra, otimizar recursos e aumentar a produtividade nos canteiros. Além de contribuir para uma execução mais ágil, esses sistemas se destacam pela menor geração de resíduos e pela precisão construtiva, acompanhando uma tendência global de modernização do setor.
Com essa mudança no comportamento das obras, ampliou-se também o espaço de atuação do gesseiro, profissional responsável por acabamentos, divisórias, forros e revestimentos. No dia 30 de junho é comemorado o Dia do Gesseiro, data reservada para evidenciar a atuação desses profissionais no Brasil.
“A Construção a Seco tem evoluído rapidamente no Brasil, e isso exige profissionais cada vez mais qualificados. Hoje, além do domínio das técnicas de instalação e acabamento, é indispensável que os profissionais conheçam os sistemas construtivos de forma integrada, além de planejamento e gestão da qualidade”, afirma Rafael Bernardi, gerente de marketing da Âncora Tools, empresa com mais de 34 anos de atuação em sistemas de fixação para a construção civil.
Na Construção a Seco, a qualidade da execução depende da integração de cada componente do sistema, e a utilização correta de cada um deles determina o resultado final. “Quando a especificação correta é seguida, o sistema construtivo consegue alcançar os níveis de desempenho para os quais foi projetado, seja em aspectos estruturais, acústicos, térmicos ou de resistência ao fogo. Já a utilização de componentes inadequados pode comprometer a qualidade da instalação, gerar retrabalho, reduzir a vida útil da solução e até impactar a segurança da obra”, completa.
Para atender a esse mercado, empresas especializadas passaram a desenvolver fixadores, acessórios e ferramentas voltados exclusivamente para essa modalidade. Quanto mais técnico o instrumental, mais qualificado precisa ser quem o opera, e o gesseiro tornou-se um profissional cuja formação pesa tanto quanto os materiais que utiliza.
“Novos produtos, tecnologias e soluções são lançados constantemente, e os profissionais que investem em atualização conseguem entregar resultados superiores, agregando mais valor aos projetos e ampliando suas oportunidades no mercado”, sustenta Bernardi.
Inovações para atender as necessidades da categoria
O avanço da Construção a Seco no Brasil tem impulsionado a demanda por soluções específicas para sistemas como Steel Frame e Wood Frame. Nesse cenário, a Âncora Tools direciona investimentos para o desenvolvimento de fixadores voltados a essas tecnologias construtivas, além de ferramentas como parafusadeiras para drywall, alimentadores automáticos e sistemas de fixação projetados para aumentar a eficiência das atividades em obra.
A empresa também mantém uma equipe de atendimento técnico especializada nesse segmento, oferecendo suporte aos profissionais que atuam com esses métodos construtivos.
O desenvolvimento dos produtos é baseado no acompanhamento constante das necessidades encontradas nos canteiros de obras. Por meio de visitas técnicas e de um relacionamento próximo com os clientes, a empresa reúne informações sobre os desafios enfrentados pelos instaladores e equipes de construção, utilizando esse conhecimento para aperfeiçoar soluções que contribuam para ganhos de produtividade, segurança e desempenho durante a execução dos projetos.
Antes de chegarem ao mercado, os produtos passam por avaliações em laboratório próprio, onde são submetidos a testes técnicos voltados à verificação de resistência, eficiência e segurança. O processo busca assegurar que as soluções atendam às exigências dos sistemas construtivos modernos e apresentem o desempenho esperado em campo. Além disso, a empresa conta com profissionais especializados na especificação técnica dos produtos mais adequados para cada tipo de aplicação.
No segmento de ferramentas, a atenção também está voltada para aspectos relacionados à ergonomia e ao conforto operacional. Entre as soluções desenvolvidas estão equipamentos a bateria, que oferecem maior mobilidade em trabalhos contínuos ou realizados em altura, reduzindo a necessidade de cabos e ampliando a praticidade das operações. “Neste Dia do Gesseiro, gostaríamos de ressaltar a importância dos profissionais que transformam projetos em realidade e impulsionam a modernização da construção civil no Brasil. O Âncora Group agradece a dedicação e a confiança, reafirmando seu propósito de ser muito mais que fixação: ser um parceiro presente em cada etapa dessa construção”, celebra Rafael Bernardi.
Para saber mais sobre as ferramentas específicas para construção a seco, basta acessar o site da Âncora Tools.
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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