Economia
Setor de infraestrutura apresenta dados de emprego
Economia
O segmento da construção civil atua como indicador de atividade econômica e de absorção de mão de obra no mercado brasileiro. Os investimentos em engenharia de base e em desenvolvimento imobiliário geram reflexos na distribuição de renda e na movimentação de contratos de trabalho formais em diferentes regiões do país.
Para debater as perspectivas da infraestrutura nacional e apresentar inovações industriais, o setor reunirá gestores e técnicos na Feira Construir Aí. O encontro de negócios ocorre de 8 a 11 de setembro no Expocentro Balneário Camboriú, consolidando um espaço para a exposição de materiais de alta performance e ferramentas de gestão digital.
A atividade construtiva apresenta correlação direta com os índices de desenvolvimento dos municípios. O planejamento urbano e o investimento em obras estruturais básicas atuam na organização de habitações planejadas e na melhoria das condições habitacionais de populações em áreas urbanas periféricas.
Os saldos de contratação do setor são monitorados por ferramentas governamentais. De acordo com os indicadores oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego, as empresas do setor registram participação contínua na abertura de postos de trabalho. A relevância do segmento é demonstrada em levantamentos de mercado apontando que a construção civil gerou 154 mil vagas acumuladas, posicionando-se como o segundo maior gerador de empregos formais.
Além do impacto direto no mercado de trabalho, as obras de engenharia básica geram reflexos na saúde pública. Estudos desenvolvidos pelo Instituto Trata Brasil revelam que o avanço nos sistemas de coleta de esgoto e de distribuição de água tratada reduz a incidência de infecções e os custos com internações hospitalares, conforme dados oficiais sobre o retorno em saneamento.
Outro indicador acompanhado pelas esferas governamentais e privadas é o déficit habitacional no país. As demandas por novas moradias e o planejamento de infraestrutura urbana básica são integrados de forma contínua às metas de incorporação imobiliária e de saneamento das administrações municipais brasileiras.
A redução das lacunas habitacionais depende de fatores como a produtividade das construtoras e a capacitação dos prestadores de serviços locais. A atualização técnica de empreiteiros e terceirizados eleva o patamar de segurança operacional nos canteiros de obras e apoia a formalização econômica.
A consolidação de dados aponta que a qualificação profissional e o uso de insumos de alta durabilidade diminuem os prazos de execução. O acompanhamento de índices como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) orienta as decisões de investimento no mercado imobiliário de longo prazo.
A feira de negócios busca integrar a cadeia de suprimentos de construtoras e indústrias de materiais para reduzir o custo bruto das edificações. O acesso ao pavilhão de exposição e o credenciamento para profissionais do setor de engenharia e arquitetura estão disponíveis no endereço oficial do evento em www.construir.ai.
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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