Search
Close this search box.

Economia

Santa Catarina mostra sua diversidade no Meeting Brasil

Publicado em

Economia

Santa Catarina acelera sua estratégia de internacionalização turística com foco nas quatro estações do ano, ampliando presença em mercados estratégicos e fortalecendo o posicionamento do estado como um destino completo, seguro e preparado para receber visitantes durante todos os meses.

Por meio da Secretaria de Estado do Turismo, o Governo de Santa Catarina tem intensificado sua participação em feiras, fóruns, roadshows e rodadas internacionais de negócios, incluindo o Meeting Brasil, plataforma que aproxima destinos e empresas brasileiras de operadores, agentes de viagens e profissionais do trade internacional.

A presença no Meeting Brasil integra uma estratégia mais ampla de promoção externa. O estado já vem desenvolvendo um trabalho recorrente de divulgação internacional, com ações exclusivas de RoadShow Santa Catarina e participação em agendas do Meeting Brasil na América do Sul e na Europa. Essa constância tem sido considerada fundamental para o fortalecimento da marca Santa Catarina nos principais mercados emissores.

Entre 2025 e o início de 2026, o RoadShow Santa Catarina reuniu mais de 1.000 operadores e agentes de viagens em importantes cidades da Europa e da América Latina. A ação, realizada pela Secretaria de Estado do Turismo e executada pela Expan Mais | Meeting Brasil, apresentou ao mercado internacional os diferenciais que posicionam Santa Catarina como destino diverso, seguro, profissional e competitivo.

A recorrência das ações permite que o estado não dependa apenas de campanhas pontuais. Ao manter presença contínua nos mercados estratégicos, Santa Catarina amplia relacionamento, capacita profissionais, atualiza operadores sobre seus produtos turísticos e fortalece a confiança de quem comercializa viagens para o Brasil.

No Meeting Brasil, esse posicionamento ganha um ambiente voltado a negócios. O formato reúne capacitações, reuniões de produto, rodadas com agentes de viagens e relacionamento direto com profissionais que influenciam a venda do Brasil no exterior. Para Santa Catarina, a participação representa a oportunidade de apresentar seus destinos diretamente a quem monta roteiros, recomenda experiências e cria pacotes turísticos para o público internacional.

A estratégia de promoção busca apresentar Santa Catarina em toda a sua diversidade, valorizando diferentes vocações turísticas e consolidando o estado como referência em experiências para diferentes perfis de viajantes.

Além do tradicional turismo de sol e mar, Santa Catarina vem fortalecendo segmentos como turismo de natureza, aventura, experiências sustentáveis, enoturismo, turismo rural, turismo religioso, bem-estar, cultura, gastronomia, turismo náutico, observação de aves, eventos e negócios. Também ganham destaque o turismo de inverno e as experiências ligadas às serras, águas termais e ao interior catarinense.

O objetivo é descentralizar o fluxo turístico, ampliar a permanência dos visitantes e impulsionar a economia em todas as regiões do estado, fortalecendo municípios, gerando oportunidades, emprego e renda durante o ano inteiro.

“A promoção internacional do nosso turismo é uma diretriz clara do governador Jorginho Mello. Estamos mostrando ao mercado global que Santa Catarina é um destino para o ano inteiro, com diversidade, segurança, infraestrutura e experiências capazes de atender diferentes públicos e movimentar a economia em todas as regiões. Nosso papel é abrir caminhos, fortalecer conexões e transformar esse interesse em desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para os catarinenses”, destaca a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif.

Para o Meeting Brasil, a presença de Santa Catarina reforça o papel do evento como ambiente de negócios e posicionamento internacional para destinos brasileiros.

“O Meeting Brasil existe para aproximar os destinos de quem realmente comercializa o Brasil no exterior. Santa Catarina chega com um produto forte, diverso e preparado para o ano inteiro. Quando operadores e agentes conhecem melhor o destino, entendem seus diferenciais e ganham confiança, aumentam as chances de esse produto entrar na prateleira de venda internacional”, afirma Jair Pasquini, diretor da Expan Mais | Meeting Brasil.

A participação em agendas internacionais também ajuda Santa Catarina a apresentar uma imagem mais completa ao mercado. O estado passa a ser percebido não apenas como destino de praia, mas como um território com múltiplas experiências, boa infraestrutura, segurança, profissionalismo no atendimento ao trade e capacidade de receber diferentes perfis de visitantes ao longo do ano.

Esse posicionamento contribui para ampliar a competitividade catarinense em mercados emissores que buscam destinos organizados, com variedade de produtos e condições de comercialização. Para o trade internacional, conhecer melhor o destino é um passo essencial para recomendar, incluir em roteiros e vender com mais confiança.

Sobre o Meeting Brasil

O Meeting Brasil é uma plataforma internacional de promoção do turismo brasileiro, realizada pela Expan Mais, que aproxima destinos, empresas e produtos turísticos do Brasil de operadores, agentes de viagens e profissionais estratégicos do trade internacional.

Com mais de 100 edições realizadas no exterior, o evento já passou por mercados da América Latina e da Europa, consolidando um formato voltado à geração de negócios, relacionamento comercial e capacitação qualificada dos destinos brasileiros.

A programação reúne reunião de produto com operadores, rodada de negócios com agentes de viagens, capacitação dos destinos e ações de relacionamento com profissionais que influenciam diretamente a venda do Brasil no mercado internacional. O formato permite que os destinos apresentem seus diferenciais, fortaleçam a confiança com o trade e ampliem sua presença na prateleira de comercialização internacional.

Depois da edição Europa 2026, realizada em Lisboa, Porto e Madri, o Meeting Brasil segue para a América Latina em agosto, com etapas em cinco cidades estratégicas:

Lima, Peru: 3 e 4 de agosto Santiago, Chile: 5 e 6 de agosto Córdoba, Argentina: 7 de agosto Buenos Aires, Argentina: 11 de agosto Montevidéu, Uruguai: 19 de agosto

Mais informações: www.meetingbrasil.com.br e +55 (47) 9 9904-7813



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Medicina integrativa amplia debate sobre Cannabis Medicinal

Publicados

em

A busca por abordagens que considerem o organismo em sua complexidade tem aproximado diferentes áreas da saúde e ampliado o interesse por mecanismos fisiológicos ainda em investigação. Essa perspectiva esteve entre os temas do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa, realizado de 30 de outubro a 1º de novembro, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Entre os campos que dialogam com essa abordagem está a Cannabis medicinal, cujos compostos são estudados por sua interação com o Sistema Endocanabinoide e por possíveis aplicações em condições como dor crônica, sintomas associados ao transtorno do espectro autista (TEA) e alterações metabólicas.

Ana Gabriela Baptista, CEO da TegraPharma, acompanhou os três dias do encontro. Ao comentar sua participação, destacou a troca entre profissionais e a aproximação de diferentes perspectivas sobre saúde e inovação. “Participar do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa foi uma oportunidade de fortalecer conexões, acompanhar discussões relevantes sobre saúde e inovação e ampliar o diálogo entre ciência, fisiologia e novas possibilidades terapêuticas”, disse. Essa aproximação entre ciência e fisiologia também orienta o trabalho de Ana com a Cannabis medicinal, especialmente no acompanhamento das pesquisas sobre o Sistema Endocanabinoide e a interação dos canabinoides com o organismo.

Sistema Endocanabinoide: uma rede de comunicação do organismo

Para explicar o funcionamento do Sistema Endocanabinoide, Ana Gabriela propõe uma comparação simples: a relação entre uma chave e uma fechadura. A analogia ajuda a compreender como esse sistema atua na comunicação entre diferentes partes do organismo. Ele reúne três componentes: os endocanabinoides, substâncias produzidas pelo próprio corpo; os receptores, estruturas presentes nas células com as quais essas moléculas interagem; e as enzimas, que participam da síntese e da degradação dessas substâncias. “É como um sistema de comunicação dentro do organismo. O corpo produz substâncias que interagem com receptores específicos, e enzimas participam da síntese e da degradação dessas moléculas. Esse conjunto de mecanismos contribui para a regulação de diferentes funções fisiológicas”, explica.

Essa comunicação participa da regulação de funções como a percepção da dor, o sono e o apetite. É nesse mecanismo que se concentra parte do interesse científico pela Cannabis sativa: compostos da planta, chamados fitocanabinoides, como o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), também podem interagir com os receptores do sistema. Para Ana, compreender como essa dinâmica funciona e de que maneira ela pode ser modulada pelos canabinoides é importante para avançar nas pesquisas sobre suas possíveis aplicações terapêuticas.

O que as pesquisas investigam sobre fibromialgia e TEA

A fibromialgia provoca dores espalhadas pelo corpo e pode vir acompanhada de cansaço, sono ruim e rigidez. Ao falar das pesquisas sobre Cannabis medicinal, Ana Gabriela destaca resultados que apontam redução da dor e melhora desses sintomas, além de avanços na qualidade de vida dos pacientes.

Um estudo publicado em 2024 na revista Journal of Clinical Medicine acompanhou 30 pessoas com fibromialgia durante seis meses. Os participantes receberam uma dose diária de Cannabis medicinal. Ao final da pesquisa, a mediana da intensidade da dor, medida em uma escala de zero a dez, caiu de oito para quatro pontos. Os pesquisadores também registraram melhora na saúde física e mental dos participantes. Como o estudo envolveu um grupo pequeno e não teve grupo de comparação, os resultados ainda precisam ser confirmados por pesquisas maiores.

No caso do transtorno do espectro autista (TEA), Ana destaca uma pesquisa publicada em 2021 na revista Molecular Autism, que avaliou 150 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 21 anos. O estudo comparou o uso de um extrato de Cannabis com um placebo. Em uma das avaliações, 49% dos participantes que receberam o extrato apresentaram melhora no comportamento disruptivo, em comparação com 21% daqueles que receberam placebo. Esse resultado indica um possível benefício em sintomas comportamentais específicos, embora outra medida principal do estudo não tenha apresentado diferença significativa entre os grupos.

Para Ana Gabriela, esses achados reforçam a importância de avaliar cada paciente de forma individualizada. Pessoas com a mesma condição podem apresentar sintomas diferentes e responder de maneiras distintas ao tratamento. Por isso, a indicação de canabinoides precisa considerar o quadro clínico, as necessidades de cada paciente e as evidências científicas disponíveis.

Metabolismo também está no radar das pesquisas

O Sistema Endocanabinoide também participa de processos relacionados ao metabolismo, como o controle do apetite e do gasto de energia pelo organismo. Uma revisão publicada em 2005 na revista Annals of Medicine já investigava essa relação, especialmente o papel dos receptores CB1 na obesidade. Atualmente, alterações como resistência à insulina e síndrome metabólica também integram as linhas de pesquisa sobre esses mecanismos.

Ana Gabriela Baptista chama a atenção para o aumento das alterações metabólicas entre pessoas mais jovens e defende um olhar que considere o funcionamento do organismo como um todo. “Para compreender as alterações metabólicas, precisamos considerar a complexidade dos processos fisiológicos e bioquímicos que regulam o organismo, incluindo a participação do Sistema Endocanabinoide. A Cannabis sativa e seus compostos representam um campo relevante de investigação e podem contribuir para ampliar nossa compreensão sobre esses mecanismos e suas possíveis aplicações terapêuticas. Esse avanço depende do diálogo entre conhecimento fisiológico, pesquisa científica e evidências clínicas, além de uma análise crítica dos estudos, de suas metodologias e de possíveis vieses”, finaliza Ana Gabriela Baptista.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA