Economia
Nutricionista ensina a manter boa alimentação nas férias
Economia
Segundo o Ministério da Saúde, é necessário manter uma alimentação adequada e saudável para as crianças, mesmo fora de casa, com planejamento das refeições e lanches. Para a nutricionista Bruna Garcia de Tarso, proprietária da Momma Doces Saudáveis, essa orientação se torna especialmente útil durante o período de férias escolares.
Segundo a especialista, a mudança de rotina no recesso não precisa implicar em excessos nem em restrições rígidas. “As crianças podem aproveitar esse período comendo coisas gostosas e, ao mesmo tempo, nutritivas. Com um pouco de planejamento e criatividade, dá para montar opções equilibradas que elas realmente gostam e que cabem na rotina da família”, explica.
Para facilitar o planejamento, a nutricionista recomenda alguns hábitos simples que ajudam a preservar a qualidade da alimentação mesmo durante o recesso escolar. “Organizar lanches para passeios, priorizar alimentos naturais, manter frutas sempre disponíveis e evitar que produtos ultraprocessados se tornem a principal opção do dia são algumas das estratégias”, orienta.
A Momma Doces Saudáveis produz opções de sobremesas que atendem a essas diretrizes, como brownies, bolos caseiros de milho, banana e chocolate, além de snacks desenvolvidos para o público infantil e gelatos em sabores como chocolate, frutas vermelhas, manga com maracujá, flocos e Ferrero Rocher, todos produzidos sem adição de açúcar, trigo ou lactose.
“Uma alimentação equilibrada não significa eliminar completamente as sobremesas. É possível oferecer doces preparados com ingredientes mais nutritivos e menos açúcar, preservando o prazer de comer sem transformar esse momento em um excesso. O equilíbrio é sempre o melhor caminho”, completa Bruna Garcia de Tarso.
Economia
Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país
Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.
As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.
Alertas obrigatórios
Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.
O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.
Novas restrições
Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .
Entre as principais vedações estão:
• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;
• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;
• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;
• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;
• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;
• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;
• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.
Comentaristas proibidos
As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.
A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.
A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.
Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.
Empresas ilegais
O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.
Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.
A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.
Penalidades
O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.
As punições previstas incluem:
• multas de até 20% do faturamento da operadora;
• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
• cassação da licença em casos de reincidência grave.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.
O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.
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