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Economia

Inverno impulsiona procura por procedimentos estéticos

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A chegada do inverno marca uma das épocas mais movimentadas para o mercado da estética. Com temperaturas mais amenas e menor incidência de radiação solar, a estação é considerada estratégica para tratamentos que exigem cuidados específicos durante a recuperação, principalmente os voltados ao rejuvenescimento facial.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) indicam que a busca por procedimentos estéticos pode crescer até 50% nos meses mais frios do ano. A menor exposição ao sol e as condições mais favoráveis para a cicatrização ajudam a explicar o aumento do movimento em clínicas e consultórios.

O cenário acompanha a expansão do setor no país. No interior paulista, dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) mostram que a região de Ribeirão Preto registrou crescimento de 14,8% na abertura de empresas no primeiro semestre de 2025, refletindo o fortalecimento de segmentos ligados à saúde, bem-estar e serviços especializados.

Blefaroplastia lidera tendência global e ganha impulso com novas tecnologias

A blefaroplastia assumiu a liderança entre as cirurgias estéticas realizadas no mundo. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em junho de 2025, mostram que a técnica ultrapassou a lipoaspiração e somou mais de 2,1 milhões de cirurgias em 2024, alta de 13,4% em comparação ao ano anterior.

Indicada para corrigir o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, a cirurgia tem atraído pacientes em busca de um aspecto mais descansado e rejuvenescido. Para a médica oftalmologista com especialização em Plástica Ocular, Gabriela Câmara, o inverno reúne condições especialmente favoráveis para esse tipo de intervenção.

“Na plástica ocular, o cuidado com a cicatrização é essencial. No inverno, a menor exposição solar ajuda a proteger a região operada e reduz riscos como hiperpigmentação, o que contribui diretamente para um pós-operatório mais seguro”, explica.

A especialista destaca ainda os avanços tecnológicos que vêm transformando a experiência cirúrgica. “Hoje conseguimos realizar procedimentos com muito mais precisão. O uso do Laser de CO₂, por exemplo, permite um refinamento da pele ao redor dos olhos e melhora a recuperação funcional e estética da região palpebral.”

Outro recurso utilizado é o Drug Delivery, técnica aplicada no pós-procedimento para potencializar a absorção de ativos e acelerar a regeneração tecidual.

Dermatologia reforça tendência de rejuvenescimento e cuidados preventivos

Enquanto a cirurgia palpebral ganha destaque na área oftalmológica, a dermatologia acompanha o movimento de crescimento da estética com foco em tratamentos de pele e prevenção do envelhecimento.

Para a médica dermatologista Beatriz Elias, da Le Plume Dermatologia, o inverno é um período estratégico para protocolos mais intensivos e personalizados.

“Na dermatologia, o inverno é uma janela importante para tratamentos de rejuvenescimento e renovação da pele. Com menor radiação ultravioleta, conseguimos atuar com mais segurança em procedimentos como lasers, peelings e tecnologias de estímulo de colágeno”, afirma.

Segundo ela, o comportamento dos pacientes também mudou nos últimos anos, com maior foco em prevenção e naturalidade. “Hoje, o paciente busca qualidade de pele e envelhecimento saudável, e não apenas correção. Existe uma preocupação crescente em manter a identidade facial, com resultados progressivos e sutis.”

Em Ribeirão Preto, o crescimento da oferta de serviços especializados acompanha uma demanda cada vez mais voltada ao rejuvenescimento, à qualidade da pele e à autoestima. A expectativa é de que o movimento permaneça aquecido nos próximos meses, especialmente entre pacientes que aproveitam a estação para realizar tratamentos e chegar ao verão com os resultados já consolidados.



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Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.

A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Acumulado

De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:

  • 1.248.914 (nove meses de 2026);
  • 1.731.398 (nove meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).

No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.

Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Nordeste: 49.142 postos;
  • Sudeste: 39.404;
  • Norte: 14.748;
  • Sul: 9.949;
  • Centro-Oeste: 7.894.

Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).

As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:

  • redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  • aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.



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