Economia
Instituto Senders fortalece proteção social em Camboriú
Economia
O crescimento acelerado de cidades da região litorânea catarinense tem ampliado os desafios relacionados à assistência social, à segurança alimentar e à proteção de crianças e adolescentes. Em Camboriú, município que ultrapassa 117 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), organizações da sociedade civil vêm desempenhando papel cada vez mais relevante na complementação das políticas públicas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade.
Nesse cenário, o Instituto Senders, sediado em Camboriú (SC), consolidou-se como uma das iniciativas sociais de maior alcance na região. A instituição distribui aproximadamente 50 mil refeições quentes por mês, além de desenvolver projetos permanentes nas áreas de educação, cultura, esporte, desenvolvimento humano e assistência social.
As ações incluem aulas de música, reforço escolar, matemática, inglês, espanhol, atividades esportivas e oficinas educativas, além de atendimento especializado para crianças neurodivergentes e acolhimento de crianças e adolescentes que vivenciaram situações de violência, negligência ou outras formas de vulnerabilidade social, sempre em parceria com profissionais e com a rede de proteção.
Mais informações sobre os projetos desenvolvidos, áreas de atuação e formas de apoiar a instituição estão disponíveis no site oficial do Instituto Senders: www.sendersglobal.org.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o fortalecimento das redes locais de apoio tornou-se uma estratégia importante para enfrentar os desafios relacionados à insegurança alimentar e à proteção social. O Governo Federal utiliza atualmente o CadINSAN, indicador oficial que permite acompanhar o risco de insegurança alimentar grave nos municípios brasileiros a partir das informações do Cadastro Único, oferecendo subsídios para políticas públicas e ações desenvolvidas pela sociedade civil.
Para o presidente do Instituto Senders, pastor Pedro Medina, o trabalho social vai além da assistência imediata.
“Alimentar quem tem fome é um compromisso essencial, mas acreditamos que a verdadeira transformação acontece quando também oferecemos oportunidades, educação, cultura, acolhimento e esperança. Cada criança atendida e cada família fortalecida representam uma oportunidade de construir um futuro diferente.”
Além das atividades realizadas diretamente com crianças e adolescentes, o Instituto desenvolve ações voltadas ao fortalecimento familiar, incentivo ao voluntariado e mobilização da comunidade, ampliando sua atuação em parceria com empresas, profissionais e apoiadores da região.
Reconhecimento nacional
O trabalho desenvolvido à frente da instituição recebeu recentemente reconhecimento em âmbito nacional.
No dia 7 de maio de 2026, durante solenidade realizada no Auditório Nereu Ramos, no Congresso Nacional, em Brasília (DF), o pastor Pedro Medina foi agraciado com o título de Comendador da Cruz do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek, honraria concedida pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito (ABRAHM), durante as comemorações dos 25 anos da Ordem JK e dos 124 anos de nascimento do ex-presidente Juscelino Kubitschek.
A condecoração é destinada a personalidades e instituições que apresentam contribuição relevante ao desenvolvimento social, ao empreendedorismo, à responsabilidade social e à promoção do bem comum. Ao longo de sua trajetória, a Ordem JK homenageou autoridades, empresários, magistrados, representantes do poder público e lideranças da sociedade civil. Conforme divulgado pela organização da Ordem JK, entre os homenageados de sua história está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, primeiro agraciado da Legião de Honra da entidade.
Para Medina, a homenagem representa o reconhecimento do esforço coletivo de centenas de pessoas envolvidas nas ações desenvolvidas pelo Instituto.
“Recebo essa honraria com profunda gratidão. Ela representa o trabalho de todos os voluntários, colaboradores e parceiros que dedicam tempo e recursos para transformar vidas. Mais do que um reconhecimento individual, considero essa homenagem um incentivo para continuarmos ampliando o alcance das ações sociais.”
Papel estratégico do terceiro setor
Especialistas apontam que organizações da sociedade civil exercem papel fundamental na promoção da cidadania, especialmente em municípios que enfrentam crescimento populacional acelerado e aumento da demanda por serviços sociais. Além de suprirem necessidades emergenciais, essas instituições contribuem para o fortalecimento da educação, da cultura, da inclusão social e da geração de oportunidades para crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade.
Com foco na expansão de suas atividades, o Instituto Senders pretende ampliar sua capacidade de atendimento, fortalecer parcerias com o setor público e a iniciativa privada e desenvolver novos projetos voltados à qualificação profissional, inclusão social e desenvolvimento humano, mantendo como princípio a promoção da dignidade e da transformação social.
Para conhecer os projetos, acompanhar as ações sociais ou obter informações sobre como colaborar com a instituição, basta acessar o site oficial do Instituto Senders: www.sendersglobal.org.
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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