Economia
Instalação elétrica de piscina exige cuidados específicos
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As instalações elétricas de piscinas exigem planejamento, dimensionamento adequado e o cumprimento de requisitos técnicos específicos para garantir o funcionamento dos equipamentos e a segurança dos usuários. Por se tratar de um ambiente com elevada presença de água e umidade, esse tipo de instalação demanda cuidados desde a escolha dos materiais elétricos até a execução dos circuitos, em conformidade com as normas técnicas aplicáveis.
Entre os aspectos que requerem atenção estão a seleção de fios e cabos elétricos compatíveis com a aplicação, a adoção de dispositivos de proteção e aterramento, além da correta instalação de bombas, sistemas de iluminação e demais equipamentos elétricos.
O professor e engenheiro eletricista Hilton Moreno, que também é consultor técnico da COBRECOM, explica que, ao elaborar o projeto elétrico da piscina, o principal cuidado é lembrar que esse componente da área de lazer não é uma área externa comum. “A NBR 5410 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece prescrições específicas, porque a presença de água e umidade reduz consideravelmente a resistência elétrica do corpo humano, aumentando assim o risco de choque”, revela Hilton Moreno.
Dimensionamento
O consultor técnico da COBRECOM esclarece que esta etapa deve começar pelo levantamento completo das cargas: bomba de filtragem, bomba de hidromassagem, iluminação, aquecimento, automação, tomadas de manutenção e eventuais equipamentos futuros.
“A partir disso, devem ser definidos os circuitos, as correntes de projeto, os dispositivos de proteção, as seções dos condutores e as condições de instalação. No caso de piscinas, além dos requisitos gerais, é indispensável atender às exigências específicas da ABNT NBR 5410 para locais com piscina, tratadas no Capítulo 9.2, especialmente quanto aos volumes de segurança, proteção contra choques elétricos, aterramento e equipotencialização”, afirma Moreno.
Importante
O especialista alerta que a instalação elétrica de uma piscina deve ser pensada desde o início do projeto da obra, pois, quando ela é deixada para o final, aumentam os riscos de improvisos, falta de espaço para eletrodutos, ausência de reserva no quadro, dificuldade de manutenção e uso de equipamentos inadequados.
Segurança da instalação
Os principais riscos em instalações de piscinas são choques elétricos, falha de isolação, fuga de corrente, contato com partes metálicas energizadas, funcionamento inadequado de equipamentos e incêndio em componentes mal dimensionados.
“A água, a umidade e o corpo molhado aumentam o risco de choque elétrico porque reduzem a resistência elétrica do corpo humano. Para evitar acidentes, é preciso aplicar corretamente a NBR 5410, usar equipamentos adequados aos volumes da piscina, prever DR de alta sensibilidade quando exigido, fazer aterramento e equipotencialização suplementar, respeitar os graus de proteção IP, evitar tomadas e comandos em áreas proibidas, usar cabos corretos e contratar profissionais habilitados, entre outros”, indica.
Além disso, o aterramento é essencial para que as massas metálicas dos equipamentos não representem um perigo real para as pessoas e para que os dispositivos de proteção possam atuar corretamente.
O dispositivo DR (Dispositivo Diferencial Residual) também é essencial em instalações elétricas de piscinas, pois o material tem como principal função proteger as pessoas contra choques elétricos.
Casa de Máquinas
Este local associado à piscina deve ter um projeto elétrico próprio e ser limpo e organizado, pois é o local onde normalmente ficam bombas, automação, aquecedores, comandos, fontes, transformadores, dispositivos de proteção e, muitas vezes, o quadro da piscina.
“Os principais cuidados com o projeto elétrico desse local são: ventilação adequada, proteção contra umidade e respingos, grau de proteção dos quadros e caixas, identificação dos circuitos, seccionamento claro para manutenção, DR e disjuntores corretamente dimensionados, cabos bem encaminhados, ausência de emendas improvisadas, aterramento e equipotencialização”, esclarece Hilton Moreno.
Iluminação subaquática
Deve ser tratada como um dos pontos mais críticos da instalação. As luminárias devem ser próprias para uso submerso, atender às normas aplicáveis, possuir grau de proteção adequado, ser alimentadas conforme as exigências da NBR 5410 e instaladas de acordo com as instruções do fabricante.
“A fonte ou transformador deve ficar fora dos volumes definidos pela norma. Também é fundamental garantir vedação correta que impeça o contato da água com os componentes elétricos”, ressalta o consultor técnico da COBRECOM.
Fios e cabos para instalação elétrica de piscinas
De acordo com Moreno, em áreas externas, úmidas, subterrâneas ou sujeitas a maior agressividade ambiental, normalmente são mais indicados cabos com isolação e cobertura apropriadas, como cabos de potência 0,6/1 kV, instalados em eletrodutos enterrados ou embutidos no piso.
“Em nenhuma hipótese devem ser usados fios improvisados, cordões paralelos ou torcidos, cabos PP 500 V, extensões permanentes ou condutores sem proteção mecânica adequada em áreas de piscina”, acentua o profissional.
Outro ponto importante é que os cabos devem ter isolação compatível com a tensão de operação, temperatura de serviço, método de instalação e condições ambientais.
“Em áreas úmidas ou externas, deve-se avaliar a necessidade de cabos com cobertura, maior resistência mecânica, resistência à umidade e, quando expostos ao sol, resistência à radiação UV. A isolação deve permanecer íntegra ao longo da vida útil da instalação”, completa Hilton Moreno.
Além disso, a seção nominal dos cabos elétricos deve ser definida por critérios técnicos combinados estabelecidos pela NBR 5410: corrente de projeto, seção mínima, capacidade de condução de corrente, método de instalação, temperatura ambiente, agrupamento de circuitos, queda de tensão, proteção contra sobrecarga e curto-circuito.
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Fim da escala 6×1 pressiona o atendimento em hospitais
O fim da escala 6×1 deixou de ser debate e passou a integrar a Constituição. Promulgada em 16 de outubro de 2026, a Emenda Constitucional 141 garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima sem redução salarial: de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação, e para 40 horas ao fim da transição, prevista para 2027. O Ministério do Trabalho e Emprego prepara um decreto para detalhar o processo de transição e as situações excepcionais.
Para setores que funcionam sem interrupção, a mudança exige mais do que ajustes pontuais. Hospitais, clínicas médicas, odontológicas e de estética avançada costumam manter recepção, central de agendamento e canais digitais ativos em horários estendidos, aos fins de semana e, em muitos casos, 24 horas por dia, sete dias por semana. A emenda permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam regimes excepcionais de compensação para setores como o da saúde, mas a reorganização de escalas, o aumento de quadro e o redesenho de turnos tendem a pressionar custos e a gestão de pessoas.
O que muda na prática para o atendimento
Na escala 6×1, o colaborador trabalha seis dias e folga um, o que permite cobrir a semana com um número menor de pessoas. Com duas folgas obrigatórias e jornada mais curta, a mesma cobertura passa a exigir mais profissionais ou novos desenhos de turno. Em uma central de atendimento de uma clínica que funciona todos os dias, cada posição fixa pode demandar contratações adicionais, além de treinamento, supervisão e controle de jornada.
O atendimento ao paciente é uma das áreas mais sensíveis a essa transição. Ligações não atendidas, mensagens de WhatsApp respondidas com atraso e agendamentos perdidos afetam diretamente a experiência do paciente e o faturamento da instituição.
Terceirização como alternativa
Nesse contexto, a terceirização de profissionais de SDR (Sales Development Representative) e BDR (Business Development Representative) para atendimento telefônico, WhatsApp, e-mail e redes sociais ganha espaço entre gestores da saúde. Em vez de contratar, treinar e escalar equipes próprias para cada canal, a instituição transfere essa operação a um parceiro especializado, que assume recrutamento, gestão de jornada, cobertura de folgas e substituições.
Uma das empresas que atuam nesse modelo é a Contact SDR, com sede em Ribeirão Preto (SP) e dez anos de mercado. A empresa mantém operadores dedicados a agendamento de consultas e exames, confirmação de presença, retorno a pacientes, qualificação de contatos vindos de campanhas e atendimento em canais digitais, com registro em CRM e gravação de ligações e mensagens. Segundo a empresa, hoje são atendidos alguns dos mais renomados hospitais e clínicas do Brasil, entre eles a Clínica Civil, vinculada ao ecossistema do HCFMRP-USP, a Unimed e a Help Doctor.
A operação é comandada por Danilo Diniz, líder e fundador da Contact SDR. Com 19 anos de experiência em vendas e prospecção, Diniz acompanha de perto o impacto das mudanças trabalhistas sobre centrais de atendimento. “O paciente não escolhe horário para precisar de atendimento. Com a nova jornada, a clínica que quiser manter o mesmo nível de resposta vai precisar de mais gente ou de um parceiro que já tenha essa estrutura montada”, afirma.
Para o executivo, o ganho vai além da questão das escalas. “Quando o gestor tira do radar a montagem de turnos, a cobertura de folgas e a troca de operadores, sobra tempo para o que é central no negócio: cuidar do paciente”, diz.
Responsabilidades e gestão
A terceirização não elimina obrigações. Os profissionais mantêm vínculo formal com a empresa prestadora, e a contratante deve acompanhar o cumprimento das obrigações trabalhistas do parceiro, conforme a legislação vigente. Para a instituição de saúde, porém, a administração direta das escalas, do controle de jornada, das substituições e dos encargos passa a ser do fornecedor, o que reduz a complexidade operacional em um período de adaptação às novas regras.
Com a transição da Emenda Constitucional 141 já em andamento, a tendência é que hospitais e clínicas revisem, nos próximos meses, a forma como estruturam seus canais de contato com o paciente. Em síntese, o fim da escala 6×1 coloca o atendimento no centro do planejamento das instituições de saúde, e modelos terceirizados de SDR e BDR passam a figurar entre as alternativas para garantir continuidade, previsibilidade e foco na assistência.
Para mais informações, basta acessar https://contactsdr.com.br/terceirizacao-call-center-atendimento/
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