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Homenagens póstumas unem tradição e inovação

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A forma de homenagear entes queridos tem se transformado nos últimos anos. Impulsionado pela busca por despedidas mais significativas e personalizadas, o setor funerário vem incorporando novas soluções que unem tecnologia, memorialização e acolhimento.

A mudança reflete um comportamento crescente das famílias, que desejam celebrar trajetórias de vida de maneira mais individualizada e alinhada aos valores de quem partiu. Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, responsável pela administração da Funerária Premium São João Batista, no Rio de Janeiro, destaca que o setor funerário tem acompanhado uma transformação significativa no comportamento das famílias, que passaram a buscar despedidas mais personalizadas e alinhadas à trajetória de vida de quem partiu.

Além dos ritos tradicionais, cresce a procura por homenagens que reflitam a personalidade, os valores e o legado deixados pelo ente querido. “Esse movimento tem impulsionado o desenvolvimento de novos serviços e experiências que unem acolhimento, significado e respeito às escolhas familiares”, afirma.

Entre as principais tendências de personalização que vêm ganhando espaço nos últimos anos, o executivo cita as opções oferecidas pela própria Funerária Premium São João Batista, como o Heart in Diamond, que transforma cinzas ou fios de cabelo em diamantes memoriais; o Life Expressions, voltado à criação de homenagens personalizadas; e o Celestis, serviço que possibilita o envio simbólico de cinzas ao espaço.

Segundo o executivo, essas alternativas ampliam as formas de preservar memórias e homenagear entes queridos de maneira significativa, respeitando os desejos e valores de cada família. Para ele, as inovações não substituem as tradições, mas ampliam as possibilidades de homenagem. O objetivo é oferecer às famílias alternativas que complementam os ritos já conhecidos, respeitando crenças, valores e costumes.

“Quando aplicada com sensibilidade, a inovação contribui para tornar as despedidas mais personalizadas, preservando a essência do momento e fortalecendo a conexão emocional entre familiares e homenageados”, explica Vinícius Chaves de Mello.

Personalização e acolhimento ganham espaço

Atenta às transformações do setor, a Funerária Premium São João Batista tem ampliado seus investimentos em soluções que combinam acolhimento, inovação e personalização. Além dos serviços tradicionais, a empresa oferece diferentes opções de homenagens, permitindo que cada família escolha a forma mais adequada de celebrar a trajetória e o legado de seus entes queridos.

A proposta é atender a diferentes perfis, culturas e preferências, tornando o processo de despedida mais significativo e alinhado às escolhas familiares. De acordo com o CEO do Grupo Riopae, um dos principais desafios é ampliar a conscientização sobre as novas possibilidades de homenagem, já que muitos desses serviços ainda são pouco conhecidos pelo público.

“É fundamental garantir que a inovação seja apresentada de forma respeitosa, sem entrar em conflito com valores culturais, religiosos ou familiares. O equilíbrio entre modernidade e tradição é essencial para que as famílias se sintam seguras e acolhidas em suas escolhas”, detalha.

Mercado em expansão impulsiona novas soluções

Segundo artigo publicado pelo Business Research Insights, o mercado global de serviços relacionados ao pós-vida está em trajetória de crescimento consistente. Estimado em US$ 142,89 bilhões em 2026, o segmento deverá atingir US$ 230,38 bilhões até 2035, registrando uma taxa média anual de crescimento (CAGR) de 5,4% ao longo do período.

Para os próximos anos, Vinícius Chaves de Mello acredita que a tendência é de homenagens cada vez mais personalizadas, combinando elementos presenciais, digitais e memoriais. Tecnologias voltadas à preservação de histórias, experiências imersivas, cerimônias híbridas e novas formas de memorialização devem ganhar espaço de forma crescente no setor.

“Ainda assim, independentemente dos avanços tecnológicos, o aspecto mais importante continuará sendo o mesmo: preservar a memória, celebrar legados e oferecer conforto às famílias durante o processo de despedida”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.funerariapremium.com.br/home



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Alta do INCC acende alerta para cobrança abusiva em imóveis

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A nova alta do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção), divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), reacendeu um alerta importante para quem comprou imóvel na planta. Em junho de 2026, o índice registrou avanço de 0,85%, acima dos 0,77% apurados em maio. Com isso, o indicador acumula alta de 4,05% no ano e 6,71% nos últimos 12 meses. Na prática, a variação impacta diretamente o saldo devedor de milhares de compradores em todo o país, especialmente daqueles que adquiriram imóveis ainda em fase de construção.

Segundo simulação, a alta de 0,85% em junho representa um aumento imediato de aproximadamente:

  • R$ 4.250 em um saldo devedor de R$ 500 mil
  • R$ 8.500 em um saldo devedor de R$ 1 milhão
  • R$ 17 mil em um saldo devedor de R$ 2 milhões

Embora a correção pelo INCC seja prática comum no mercado imobiliário durante a fase de obras, nem toda cobrança mensal é necessariamente legal.

De acordo com o especialista em Direito Imobiliário, Daniel Vicentini, o principal ponto de atenção está no prazo contratual de quitação. “Existe uma regra clara na Lei 10.931/04: contratos com prazo inferior a 36 meses não podem sofrer correção monetária mensal. Nesses casos, a atualização deve ocorrer apenas anualmente, na data de aniversário do contrato”, explica.

Segundo o especialista, muitos compradores desconhecem essa regra e acabam arcando com reajustes que podem inflar significativamente o custo total do imóvel. “Em contratos quitados em menos de três anos, a cobrança mensal pode representar um sobrepreço de até 8% do valor total do contrato. Dependendo do imóvel, isso significa dezenas ou até centenas de milhares de reais pagos indevidamente”, alerta Daniel Vicentini.

O especialista destaca que uma prática recorrente das incorporadoras é simular prazos de pagamento superiores a 36 meses para viabilizar a correção mensal. “Muitas empresas incluem parcelas fictícias de valor irrisório após a entrega das chaves apenas para criar artificialmente um prazo contratual superior a 36 meses. Na prática, o comprador quita, ou financia, todo o imóvel antes disso, mas acaba submetido à cobrança mensal do INCC”, afirma.

Segundo Daniel Vicentini, essa prática já é conhecida no setor há mais de duas décadas e pode ter afetado uma parcela relevante dos imóveis novos entregues nos últimos anos. “A estimativa é de que até 40% dos imóveis novos entregues nos últimos cinco anos possam ter sido impactados por esse tipo de cobrança indevida”, aponta.

No Judiciário, o entendimento vem se consolidando em favor dos consumidores. Em casos de simulação contratual, tribunais têm reconhecido a nulidade da correção mensal e determinado a devolução dos valores cobrados indevidamente, inclusive em dobro, quando comprovada má-fé.

Por isso, o especialista recomenda atenção redobrada a quem adquiriu imóvel na planta recentemente. “Quem comprou um imóvel na planta, e recebeu as chaves nos últimos cinco anos, deve revisar cuidadosamente o contrato. Em muitos casos, uma análise jurídica pode identificar cobranças abusivas e abrir caminho para recuperação de valores pagos indevidamente”, conclui Daniel Vicentini.



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