Economia
Há 5 anos, escola impulsiona conquistas de pessoas surdas
Economia
Aumentar a renda, sair das dívidas, ter mais realizações e liberdade para administrar o dinheiro sem depender de familiares ou amigos. Esses são alguns dos objetivos que levam pessoas surdas a buscar educação financeira. Em um cenário de aumento do custo de vida, muitos também desejam ampliar suas oportunidades para não depender exclusivamente de benefícios do INSS ou de um salário mínimo.
Criado em 2022, o Investindo em Libras completa cinco anos em 2027, com cerca de 50 mil pessoas surdas impactadas pelas aulas da instituição. Desde sua fundação, a escola mantém um diferencial: todo o seu conteúdo é produzido sem som e sem legendas, integralmente em Libras, incluindo aulas, vídeos, materiais digitais e comunicações educacionais, além de livros e materiais didáticos visuais. A metodologia foi desenvolvida especificamente para o público surdo, sem depender de conteúdos adaptados para ouvintes.
A origem da escola está no início da carreira bancária de Leonardo Santos Oliveira. Enquanto trabalhava na função de Posso Ajudar, ele conheceu um cliente surdo e percebeu as barreiras de comunicação que dificultavam seu acesso às informações financeiras. Na época, até conceitos básicos de investimentos representavam um desafio para o ensino, pois diversos termos financeiros não possuíam sinais em Libras.
A experiência levou o profissional a desenvolver uma metodologia visual, criada diretamente para a comunidade surda, em vez de apenas traduzir conteúdos destinados aos ouvintes. A proposta é ensinar estratégias para elevação da renda, organizar as finanças, reduzir dívidas e planejar conquistas pessoais, respeitando a língua e a cultura dos estudantes.
Filho de família baiana e criado no Jaçanã, zona norte de São Paulo, Leonardo foi reconhecido pela Forbes Under 30 2025, na categoria Ciência e Educação, por sua trajetória empreendedora. A escola também possui uma equipe formada majoritariamente por profissionais surdos, que participam diretamente das atividades da instituição.
Antes de procurar a escola, parte dos estudantes já havia enfrentado situações que prejudicaram sua vida financeira, como golpes, perdas com jogos de azar, endividamento e falta de oportunidades. Após essas experiências, buscam o Investindo em Libras para adquirir conhecimento, recuperar o controle das próprias finanças e encontrar novas possibilidades de realização com mais autonomia.
Entre as novidades para 2027 estão a Central Investindo em Libras e novas formações, desenvolvidas para facilitar o acesso aos recursos educacionais, aumentar a velocidade do atendimento e oferecer um acompanhamento mais próximo da evolução dos alunos. A proposta é fortalecer a autonomia dos estudantes e contribuir para seu sucesso na aprendizagem e na realização de objetivos financeiros.
Ao completar cinco anos, o Investindo em Libras reforça uma mensagem: as barreiras de comunicação ainda existem, mas podem ser reduzidas quando o conhecimento é oferecido de maneira acessível.
Mais do que aprender sobre dinheiro, a proposta é permitir que cada pessoa surda tenha condições de fazer suas próprias escolhas, buscar mais realizações e enfrentar menos frustrações, sem que outras pessoas precisem decidir seu futuro por ela.
Para mais informações, basta acessar https://investindoemlibras.com.br
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
-
Economia7 dias atrásIA mapeia teses dos tribunais e responde no chat do advogado
-
Economia6 dias atrásVivência nas quadras inspira criação do Pró Torneios
-
Economia6 dias atrásPitney Bowes Brasil e Clique Retire oficializam parceria
-
Economia6 dias atrásRegispel lança marketing sensorial de cereja no Royal
-
Rondonópolis7 dias atrásCodipi aprova concessão de incentivos fiscais para investimentos de R$ 4,77 bilhões
-
Cáceres2 dias atrásJustiça Eleitoral – Encerra-se nesta terça-feira prazo para que candidatos e partidos apresentem prestação de contas
-
Mato Grosso7 dias atrásPF prende presidente do TCE-MT em operação que investiga corrupção e movimentação atípica de dinheiro
-
Justiça6 dias atrásFachin devolve relatoria do caso do INSS a Mendonça e mantém Master
