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ForMóbile destaca design e negócios no terceiro dia

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A 11ª edição da ForMóbile, organizada pela ABIMÓVEL em parceria com a ApexBrasil, realizou, na quinta‑feira, 2 de julho de 2026, seu terceiro dia de atividades em São Paulo. O evento reuniu fabricantes, arquitetos, designers e especificadores para discutir temas ligados ao design, à gestão empresarial e à internacionalização da cadeia moveleira. As sessões foram estruturadas para promover networking, intercâmbio de conhecimento e geração de negócios.

Durante o Palco ForMóbile, a designer Mariana Prestes, do Stúdio Prestes, conduziu uma palestra sobre o reconhecimento internacional do design brasileiro e a necessidade de integrar referências culturais e materiais nacionais nos novos produtos. “Quando estamos em mostras no exterior, como o Salone del Mobile, em Milão, vemos peças de diversos países utilizando materiais brasileiro”, afirmou, destacando a crescente presença de projetos brasileiros em premiações internacionais.

No segmento de negócios, a ABIMÓVEL e a ApexBrasil consolidaram os resultados do Projeto Brazilian Furniture, iniciativa que, ao longo da feira, estabeleceu contato entre aproximadamente 60 empresas brasileiras e compradores de 20 países. Irineu Munhoz, presidente da ABIMÓVEL, explicou que o objetivo do projeto é apresentar ao mercado externo a capacidade produtiva, o design e a inovação da indústria nacional, transformando relacionamentos em oportunidades de exportação.

A exposição Design + Indústria, também promovida pela ABIMÓVEL, exibiu cerca de 40 peças que já haviam sido apresentadas em eventos internacionais. Cândida Cervieri, diretora‑executiva da entidade, ressaltou que o design funciona como ferramenta de inovação e competitividade, integrando criatividade, tecnologia e sustentabilidade na geração de valor para o mercado global.

Tatiano Segalin, Business Manager da feira, destacou que a programação do terceiro dia abrangeu tecnologia, gestão, internacionalização, sustentabilidade e design, sempre com foco em gerar oportunidades reais para profissionais e empresas do setor. Ele afirmou que a ForMóbile mantém seu papel de conectar toda a cadeia moveleira latino‑americana.

A ForMóbile 2026 segue programada até 3 de julho, com palestras, demonstrações e sessões de networking. A agenda completa está disponível no site oficial da feira.



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Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.

A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Acumulado

De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:

  • 1.248.914 (nove meses de 2026);
  • 1.731.398 (nove meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).

No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.

Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Nordeste: 49.142 postos;
  • Sudeste: 39.404;
  • Norte: 14.748;
  • Sul: 9.949;
  • Centro-Oeste: 7.894.

Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).

As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:

  • redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  • aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.



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