Economia
Férias de julho reforçam importância do seguro viagem
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Com a chegada das férias de julho e o aumento da movimentação em aeroportos, rodovias e destinos turísticos, cresce também a necessidade de planejamento para garantir uma viagem mais segura e tranquila. Seja em deslocamentos nacionais ou internacionais, o seguro viagem é um recurso que auxilia o viajante diante de situações inesperadas, reduzindo impactos financeiros e oferecendo suporte em momentos de necessidade.
A procura por ferramentas de proteção acompanha o crescimento do mercado segurador brasileiro. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o segmento de seguros de pessoas arrecadou R$ 20,20 bilhões em prêmios no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa crescimento nominal de 11,63% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dentro desse segmento, o seguro viagem registrou avanço nominal de 1,71%.
Para Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Pluna Corretora de Seguros, do Grupo Bancorbrás, o seguro viagem deve ser visto como um investimento em segurança, conforto e tranquilidade. “Os brasileiros têm recorrido cada vez mais ao seguro como forma de proteção durante suas viagens. O serviço oferece amparo diante de situações inesperadas e contribui para que o viajante esteja preparado para qualquer contratempo”, destaca. “Em muitos casos, o seguro é a melhor forma de diminuir ou até mesmo evitar uma perda financeira causada por um sinistro”, afirma.
Além de ser obrigatório para a entrada em alguns países, como a Argentina e os integrantes do Tratado de Schengen, na Europa, o produto tem se consolidado como uma ferramenta de proteção para diferentes perfis de turistas. O seguro viagem oferece uma série de coberturas e assistências que podem ser acionadas durante o período da viagem. Entre os principais serviços estão despesas médicas e hospitalares, atendimento médico e odontológico 24 horas, cobertura para extravio de bagagem, reembolso por atraso ou cancelamento de voo, despesas judiciais, custeio de hospedagem para acompanhantes em casos de emergência médica ou acidente, indenização por morte do segurado e traslado de corpo, entre outras garantias.
Segundo a executiva, além da assistência ao próprio segurado, o produto também proporciona maior tranquilidade às famílias durante o período de deslocamento. “Os brasileiros têm percebido a importância de contar com proteção financeira e assistência especializada durante viagens, independentemente do destino ou da duração do percurso”, finaliza.
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El Niño intensifica eventos extremos no Brasil
O Painel El Niño 2026‑2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontou mais de 90 % de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
O fenômeno deve gerar impactos distintos nas regiões brasileiras: no Sul, o Inmet projeta chuvas acima da média e possibilidade de recordes; no Nordeste, o Cemaden prevê expansão da seca severa e extrema; no Sudeste, 89 % da região sofreu algum grau de seca em julho e as previsões indicam período de chuvas intensas e altas temperaturas, segundo o Climatempo; na Amazônia, o Cemaden e a Ana alertam para déficit de chuva, risco de prolongamento da seca e aumento da incidência de incêndios.
O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM) alerta que o El Niño em curso pode tornar‑se um dos mais severos registrados desde 1950. Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios ressalta que o aquecimento das águas do Pacífico pode afetar indicadores sociais, da saúde à educação.
De acordo com o Dr. Alexandre Chieppe, consultor médico da MedLevensohn, a instabilidade climática pode desencadear desastres como enchentes e inundações e aumentar a incidência de doenças transmissíveis. Ele destaca que a combinação de umidade e calor cria condições favoráveis à proliferação de vetores de zoonoses, sobretudo arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
O El Niño também pode impactar a agricultura, os níveis dos reservatórios, a geração de energia e os preços dos alimentos. O monitoramento depende da coleta contínua de dados atmosféricos e oceânicos por satélites, sensores e boias, permitindo que produtores rurais recebam alertas em tempo real e ajustem suas decisões de manejo.
Vininha F. Carvalho conclui que a mudança climática já está gerando novos desafios para as cidades brasileiras, e que adaptar o planejamento urbano é essencial para aumentar a capacidade de enfrentar cenários futuros.
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