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Economia da longevidade redefine estratégias empresariais

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O aumento da expectativa de vida e a queda das taxas de natalidade estão acelerando a transformação do perfil etário da população e reposicionando a longevidade como um fator econômico central. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 60 anos ou mais deve dobrar no Brasil até 2050, enquanto a expectativa de vida já supera os 75 anos. Esse cenário altera a dinâmica dos mercados e desafia modelos tradicionais baseados em ciclos de vida lineares.

A chamada Economia da Longevidade passa a impactar simultaneamente consumo, trabalho, poupança e inovação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 haverá mais pessoas acima de 60 anos do que crianças com menos de 10 anos no mundo, o que reforça a necessidade de adaptação estrutural por parte das empresas. “A longevidade deixou de ser apenas uma questão demográfica e passou a ocupar um papel central nas decisões estratégicas das empresas, exigindo uma revisão profunda dos modelos de negócio”, afirma Marco Aurélio Ferrari, conselheiro, advisor, mentor em startups e diretor de Relações Institucionais da Conselheiros TrendsInnovation.

Do ponto de vista técnico, o fenômeno se desdobra em três frentes principais. A primeira é demográfica, com impacto direto sobre a razão de dependência e pressão sobre sistemas previdenciários. A segunda é econômica, já que consumidores mais longevos tendem a apresentar comportamento mais seletivo, priorizando valor, experiência e bem-estar. A terceira é organizacional, exigindo mudanças na gestão de talentos diante da convivência entre múltiplas gerações no ambiente de trabalho, bem como a necessidade crescente de prolongar trajetórias profissionais em um contexto em que a geração de renda se estende por mais tempo.

Apesar do avanço desse cenário, ainda há um descompasso entre as transformações demográficas e a resposta corporativa. Estudo da McKinsey & Company aponta que empresas ainda direcionam a maior parte de seus investimentos para públicos mais jovens, ignorando o potencial de consumo da população mais velha, que concentra parcela crescente da renda em diversas economias. De acordo com o especialista, esse desalinhamento também se manifesta na subutilização de profissionais mais experientes, cujas competências e capacidade produtiva ainda encontram barreiras relevantes de inserção e permanência.

“As empresas ainda operam, em grande parte, com modelos desenhados para uma sociedade mais jovem, o que cria lacunas relevantes em produtos, serviços e comunicação. Isso tende a se tornar um problema estratégico nos próximos anos”, diz Ferrari.

Estudo realizado pela Stato Intoo e Universidade Presbiteriana Mackenzie aponta que 70% dos trabalhadores percebem que profissionais mais velhos recebem menos oportunidades de promoção e frequentemente são pressionados a se aposentar, para abrirem espaço para pessoas mais jovens.

Isso inclui revisar portfólios, desenvolver soluções voltadas à autonomia e qualidade de vida e adaptar estratégias de relacionamento para ciclos mais longos com consumidores e colaboradores, além de repensar políticas de trabalho que valorizem a experiência e ampliem as possibilidades de atuação ao longo da vida.

A longevidade se consolida, assim, como uma das principais fronteiras de expansão econômica das próximas décadas. Empresas que anteciparem esse movimento tendem a capturar valor em um mercado mais longevo, sofisticado e economicamente ativo.



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Fintech Unavanti é nova associada da ABCD

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Prestes a completar dez anos de atuação, a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) fortalece seu quadro de associadas com a filiação da Unavanti. Operando há mais de duas décadas, a fintech conta com um portfólio diversificado de soluções financeiras voltadas principalmente ao mercado PJ, apoiando companhias de diferentes portes e segmentos, de acordo com suas necessidades de movimentação, crédito, gestão financeira e estruturação de operações.

Com mais de duas mil empresas atendidas e cerca de R$ 20 bilhões em recursos liberados, a Unavanti tem entre suas principais ofertas a conta digital PJ, antecipação de recebíveis, cobrança registrada, capital de giro, nota comercial, CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para veículos e CDC para máquinas e equipamentos.

“Nossa proposta é oferecer soluções personalizadas de acordo com o perfil e o momento de cada empresa, combinando produtos transacionais, de crédito e de estruturação financeira para apoiar o crescimento e a sustentabilidade dos negócios”, afirma Heitor Meneguette, CEO da Unavanti.

Ainda para este ano, a fintech prevê o lançamento de máquina de cartões, com antecipação automática de recebíveis, API de Pagamentos e DDA (Débito Direto Autorizado). “Com esses lançamentos, reforçamos nossa estratégia de ampliar o portfólio, integrar diferentes soluções em uma única experiência e oferecer cada vez mais tecnologia, praticidade e eficiência para os clientes”, completa o executivo.

Sobre a entrada na ABCD, Meneguette destaca que a iniciativa está alinhada à proposta de “acompanhar a evolução do mercado, antecipar as necessidades dos clientes e transformar tecnologia em soluções que simplifiquem o dia a dia das empresas”.

Na visão de Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD, a chegada de mais uma empresa à associação fortalece a representatividade do setor nos debates que promovem a evolução do setor de crédito digital no país.

Mais informações sobre as fintechs que integram a ABCD estão disponíveis em https://creditodigital.org.br/membros-associados/.



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