Economia
Como surgiu o conceito da Expo Empreendedor?
Economia
A jornada de Rubens e Rafael Manfredini no mercado de eventos começou em um cenário de alta dispersão, onde gerenciavam um portfólio descentralizado com cerca de 30 marcas de feiras segmentadas, como casamentos e eventos sociais. Esse modelo, embora funcional, exigia uma logística complexa e itinerante, com eventos menores ocorrendo mensalmente em diversos locais, o que limitava o impacto real e a escalabilidade das operações. Sobre esse período, Rubens Manfredini reflete: “Nós éramos especialistas em fragmentação; tínhamos dezenas de eventos, mas sentíamos que cada um deles tocava apenas uma pequena fração do potencial que o empreendedor brasileiro realmente precisava para crescer.”
Com uma visão empreendedora voltada para a otimização, os irmãos perceberam que manter dezenas de eventos isolados era insustentável para um salto de maturidade. A decisão de centralizar esforços deu origem à Expo Empreendedor, concebida para funcionar como um “guarda-chuva” estratégico, reunindo, em um único local e período, as necessidades essenciais de todo o ecossistema empreendedor brasileiro. Rafael Manfredini destaca a importância dessa mudança de paradigma: “Percebemos que o segredo não estava em fazer mais eventos, mas em criar um único grande ecossistema onde o networking e o negócio acontecessem de forma orgânica e em escala.”
Essa consolidação permitiu uma transformação radical na escala das operações, elevando os organizadores de eventos pontuais ao posto de articuladores de um polo que movimenta hoje mais de 300 milhões de reais em negócios diretos e indiretos. A transição foi além da logística, focando na construção de valor para o pequeno e médio empresário. “Nosso objetivo ao criar a Expo foi unificar conhecimento e oportunidade. Queríamos que o empresário saísse de lá com mais do que apenas conexões, mas com ferramentas práticas para alavancar seu crescimento real,” explica Rubens Manfredini sobre o propósito central da marca.
O impacto dessa estratégia é validado por números expressivos que consolidam a Expo Empreendedor como um marco no setor, passando de eventos menores para um ecossistema que reúne cerca de 400 expositores e atrai 50.000 visitantes por edição. Essa centralização não apenas simplificou a gestão dos irmãos, mas ampliou significativamente a visibilidade e o alcance de cada expositor envolvido. Rafael complementa: “O feedback do mercado foi claro: quando você reúne os principais players em um só lugar, a eficiência do negócio aumenta exponencialmente, e o valor gerado para o ecossistema se torna incalculável.”
Hoje, a trajetória dos irmãos Manfredini serve como um estudo de caso sobre a importância de saber quando abandonar a gestão fragmentada em favor de uma plataforma centralizada e de alta visibilidade. Ao fortalecerem o papel vital dos pequenos e médios negócios na economia brasileira, eles provam que a verdadeira escalabilidade nasce da capacidade de enxergar o todo, e não apenas as partes. A transição para o modelo macro não foi apenas uma escolha comercial, mas uma missão de transformar o cenário empresarial através da união estratégica de forças.
SERVIÇO
Evento: Expo Empreendedor 2026
Data: 24 e 25 de julho de 2026
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo/SP
Ingressos: https://expoempreendedor.com.br/
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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