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Bem-estar e experiência guiam o novo design

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O design de interiores vive um momento de transformação. Em vez de priorizar apenas a estética ou seguir tendências passageiras, o mercado passa a valorizar cada vez mais projetos que promovam bem-estar, conforto e conexão emocional com os espaços. A busca por ambientes mais acolhedores, funcionais e alinhados ao estilo de vida das pessoas vem influenciando decisões que vão desde a escolha de materiais até a concepção de experiências nos ambientes.

Entre os movimentos que ganham destaque estão o uso de tons terrosos, texturas naturais, formas orgânicas e materiais que despertam sensações táteis e visuais. Madeiras, pedras, tecidos com textura marcante, vidro em diferentes aplicações e acabamentos metálicos aparecem como elementos capazes de unir sofisticação, funcionalidade e personalidade.

Outro conceito que vem se fortalecendo é o chamado “luxo silencioso”, caracterizado por escolhas que valorizam qualidade, durabilidade e excelência na execução, sem excessos ou ostentação. Nesse contexto, a sofisticação está mais relacionada à experiência proporcionada pelo espaço do que à exibição de elementos de alto impacto visual.

Para Stéphanie Lucchese Borsatto, arquiteta e gerente operacional da we.arch, estúdio de arquitetura e interiores de alto padrão em Balneário Camboriú, a principal mudança observada no setor está na forma como os ambientes são pensados. “Hoje existe uma preocupação muito maior em criar espaços intuitivos, confortáveis e sensoriais, onde tecnologia, iluminação, materiais e mobiliário atuam integradamente. A experiência das pessoas passa a ser o ponto de partida do projeto”, afirma.

Segundo a especialista, esse olhar influencia diretamente a seleção de materiais, acabamentos e soluções adotadas em cada projeto. “Para nós, não basta acompanhar tendências, o importante é entender o que faz sentido para cada contexto e para cada cliente. O design precisa responder a necessidades reais e contribuir para a qualidade de vida das pessoas”, destaca.

Nesse cenário, temas como bem-estar, funcionalidade, durabilidade e autenticidade tendem a permanecer no centro das discussões do setor, refletindo uma visão mais madura do design e seu impacto na forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam com os espaços. “O design está cada vez menos ligado a modismos e cada vez mais conectado à intenção. Os melhores projetos são aqueles que conseguem unir estética, funcionalidade e significado naturalmente”, conclui Stéphanie.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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