Economia
Avant apresenta iniciativa de reconhecimento profissional
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A Avant, empresa brasileira do setor de iluminação com 28 anos de atuação, passou a apresentar ao público externo o conceito “Prata da Avant”, expressão utilizada internamente para se referir a profissionais que desenvolveram parte de sua trajetória dentro da companhia e hoje ocupam funções de liderança, gestão e tomada de decisão. A iniciativa está relacionada à cultura organizacional da empresa e ao modelo de desenvolvimento de pessoas aplicado em diferentes áreas da operação.
O conceito reúne profissionais que conhecem os processos internos da Avant, atuam na gestão de equipes e participam da condução de áreas ligadas à operação, ao relacionamento com clientes, ao desenvolvimento comercial e à estratégia da companhia. A expressão também é utilizada para representar lideranças formadas no ambiente corporativo da empresa e que passaram a ocupar posições gerenciais ou diretivas ao longo do tempo.
Entre os profissionais associados ao conceito está Vinícius Barreto, gerente de marketing da Avant. Ele iniciou sua trajetória na empresa em 2016, como assistente de marketing, em um período em que a área passava por estruturação. Ao longo dos anos, passou por diferentes frentes do departamento e assumiu funções relacionadas à comunicação, posicionamento de marca, conteúdo, canais digitais e gestão de equipe.
“Ter começado como assistente e ter participado da construção do setor me permitiu conhecer diferentes frentes do marketing. Essa vivência contribui para uma liderança mais próxima da equipe e para uma visão mais ampla das demandas da área”, afirma Barreto.
Outro profissional associado ao conceito é Bruno Alves, gerente de logística operacional do Centro de Distribuição de Joinville. Sua trajetória na Avant começou em 2019, quando ingressou como separador de mercadorias. Ao longo dos anos, passou por diferentes funções da operação logística, atuou como conferente, assumiu a liderança de turno e passou a ocupar posições de supervisão e gestão dentro do Centro de Distribuição.
“Minha trajetória mostra que, com dedicação, aprendizado contínuo e oportunidades, é possível construir uma carreira dentro da empresa. Cada etapa contribuiu para minha formação profissional e para minha atuação na gestão da operação”, avalia Alves.
A Avant faz parte da WDF Company, grupo que reúne empresas com atuação em segmentos como iluminação, logística reversa, transporte e certificação de produtos. Entre as empresas associadas ao grupo estão Atto Recicla, Gubel e T&A. A Avant mantém atuação no mercado de iluminação com luminárias, lâmpadas LED e soluções voltadas a projetos residenciais, comerciais e industriais.
Nos últimos anos, a Avant também registrou reconhecimentos em levantamentos e premiações do setor. No Prêmio Anamaco, a marca obteve resultados no segmento de lâmpadas de LED em 2024 e alcançou o primeiro lugar na categoria em 2025, em pesquisa realizada com lojistas de diferentes portes. Em 2026, a Avant também foi destaque no Top of Mind da Revista Revenda, premiação que mede a lembrança de marca entre revendedores de materiais de construção em diferentes categorias.
Para Rubens Moreira, CEO da Avant, o conceito está relacionado à continuidade da gestão e ao conhecimento acumulado dentro da empresa. “O conceito Prata da Avant representa profissionais que conhecem a operação, entendem a cultura da empresa e contribuem para a continuidade das decisões estratégicas. A proposta é reconhecer trajetórias construídas dentro da companhia e valorizar pessoas que participam diretamente da evolução do negócio”, destaca Moreira.
A empresa informa que a divulgação do conceito também tem relação com atração e retenção de profissionais. Segundo a companhia, a iniciativa busca apresentar ao mercado um modelo em que desenvolvimento interno, experiência acumulada e continuidade de gestão fazem parte da construção de lideranças.
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Medicina integrativa amplia debate sobre Cannabis Medicinal
A busca por abordagens que considerem o organismo em sua complexidade tem aproximado diferentes áreas da saúde e ampliado o interesse por mecanismos fisiológicos ainda em investigação. Essa perspectiva esteve entre os temas do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa, realizado de 30 de outubro a 1º de novembro, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Entre os campos que dialogam com essa abordagem está a Cannabis medicinal, cujos compostos são estudados por sua interação com o Sistema Endocanabinoide e por possíveis aplicações em condições como dor crônica, sintomas associados ao transtorno do espectro autista (TEA) e alterações metabólicas.
Ana Gabriela Baptista, CEO da TegraPharma, acompanhou os três dias do encontro. Ao comentar sua participação, destacou a troca entre profissionais e a aproximação de diferentes perspectivas sobre saúde e inovação. “Participar do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa foi uma oportunidade de fortalecer conexões, acompanhar discussões relevantes sobre saúde e inovação e ampliar o diálogo entre ciência, fisiologia e novas possibilidades terapêuticas”, disse. Essa aproximação entre ciência e fisiologia também orienta o trabalho de Ana com a Cannabis medicinal, especialmente no acompanhamento das pesquisas sobre o Sistema Endocanabinoide e a interação dos canabinoides com o organismo.
Sistema Endocanabinoide: uma rede de comunicação do organismo
Para explicar o funcionamento do Sistema Endocanabinoide, Ana Gabriela propõe uma comparação simples: a relação entre uma chave e uma fechadura. A analogia ajuda a compreender como esse sistema atua na comunicação entre diferentes partes do organismo. Ele reúne três componentes: os endocanabinoides, substâncias produzidas pelo próprio corpo; os receptores, estruturas presentes nas células com as quais essas moléculas interagem; e as enzimas, que participam da síntese e da degradação dessas substâncias. “É como um sistema de comunicação dentro do organismo. O corpo produz substâncias que interagem com receptores específicos, e enzimas participam da síntese e da degradação dessas moléculas. Esse conjunto de mecanismos contribui para a regulação de diferentes funções fisiológicas”, explica.
Essa comunicação participa da regulação de funções como a percepção da dor, o sono e o apetite. É nesse mecanismo que se concentra parte do interesse científico pela Cannabis sativa: compostos da planta, chamados fitocanabinoides, como o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), também podem interagir com os receptores do sistema. Para Ana, compreender como essa dinâmica funciona e de que maneira ela pode ser modulada pelos canabinoides é importante para avançar nas pesquisas sobre suas possíveis aplicações terapêuticas.
O que as pesquisas investigam sobre fibromialgia e TEA
A fibromialgia provoca dores espalhadas pelo corpo e pode vir acompanhada de cansaço, sono ruim e rigidez. Ao falar das pesquisas sobre Cannabis medicinal, Ana Gabriela destaca resultados que apontam redução da dor e melhora desses sintomas, além de avanços na qualidade de vida dos pacientes.
Um estudo publicado em 2024 na revista Journal of Clinical Medicine acompanhou 30 pessoas com fibromialgia durante seis meses. Os participantes receberam uma dose diária de Cannabis medicinal. Ao final da pesquisa, a mediana da intensidade da dor, medida em uma escala de zero a dez, caiu de oito para quatro pontos. Os pesquisadores também registraram melhora na saúde física e mental dos participantes. Como o estudo envolveu um grupo pequeno e não teve grupo de comparação, os resultados ainda precisam ser confirmados por pesquisas maiores.
No caso do transtorno do espectro autista (TEA), Ana destaca uma pesquisa publicada em 2021 na revista Molecular Autism, que avaliou 150 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 21 anos. O estudo comparou o uso de um extrato de Cannabis com um placebo. Em uma das avaliações, 49% dos participantes que receberam o extrato apresentaram melhora no comportamento disruptivo, em comparação com 21% daqueles que receberam placebo. Esse resultado indica um possível benefício em sintomas comportamentais específicos, embora outra medida principal do estudo não tenha apresentado diferença significativa entre os grupos.
Para Ana Gabriela, esses achados reforçam a importância de avaliar cada paciente de forma individualizada. Pessoas com a mesma condição podem apresentar sintomas diferentes e responder de maneiras distintas ao tratamento. Por isso, a indicação de canabinoides precisa considerar o quadro clínico, as necessidades de cada paciente e as evidências científicas disponíveis.
Metabolismo também está no radar das pesquisas
O Sistema Endocanabinoide também participa de processos relacionados ao metabolismo, como o controle do apetite e do gasto de energia pelo organismo. Uma revisão publicada em 2005 na revista Annals of Medicine já investigava essa relação, especialmente o papel dos receptores CB1 na obesidade. Atualmente, alterações como resistência à insulina e síndrome metabólica também integram as linhas de pesquisa sobre esses mecanismos.
Ana Gabriela Baptista chama a atenção para o aumento das alterações metabólicas entre pessoas mais jovens e defende um olhar que considere o funcionamento do organismo como um todo. “Para compreender as alterações metabólicas, precisamos considerar a complexidade dos processos fisiológicos e bioquímicos que regulam o organismo, incluindo a participação do Sistema Endocanabinoide. A Cannabis sativa e seus compostos representam um campo relevante de investigação e podem contribuir para ampliar nossa compreensão sobre esses mecanismos e suas possíveis aplicações terapêuticas. Esse avanço depende do diálogo entre conhecimento fisiológico, pesquisa científica e evidências clínicas, além de uma análise crítica dos estudos, de suas metodologias e de possíveis vieses”, finaliza Ana Gabriela Baptista.
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