Economia
ARGENTA encaminha a aquisição da AmericanOil
Economia
A Argenta avançou na aquisição da distribuidora de combustível AmericanOil, empresa nacional, registrada na ANP e com atuação nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação foi aprovada pela Superintendência-Geral do CADE e publicada no dia 2 de julho de 2026.
Como distribuidora, a AmericanOil atua na comercialização de combustíveis para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contando também com postos bandeirados. A aquisição inclui ainda a operação de Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR), em Santa Catarina.
A movimentação está alinhada à estratégia de crescimento da ARGENTA, que vem ampliando sua presença nos setores de energia, mobilidade, logística, varejo e serviços. A chegada da AmericanOil reforça a atuação do ecossistema no Sul do país, com complementaridade operacional, presença regional e potencial de integração entre negócios.
A trajetória da AmericanOil começou em 1969, quando Ari Natal Sgarbossa e Eunice Maria Roveda iniciaram suas atividades no setor de combustíveis com a operação de um posto revendedor. Nas décadas seguintes, o grupo ampliou sua atuação no mercado e, em 1998, Rafaeli Sgarbossa fundou a AmericanOil, dando início a uma nova fase de crescimento e consolidação do negócio. Administrada desde então pela segunda geração da família Sgarbossa, a distribuidora preserva, ao longo de mais de cinco décadas, os valores que marcaram sua origem.
De acordo com Neco Argenta, presidente da ARGENTA, a operação representa mais um passo na estratégia de evolução do ecossistema. “Esta aquisição representa um movimento estratégico, com complementaridade em relação aos negócios que já desenvolvemos e capacidade de gerar valor para clientes, parceiros e comunidades onde atuamos. A AmericanOil tem presença relevante no Sul do país e uma atuação conectada ao nosso setor de origem, o que torna esta movimentação estratégica para a continuidade do nosso crescimento”, afirma.
Com a aprovação do CADE e a efetivação da operação, as empresas iniciam o processo de integração ao ecossistema ARGENTA. A incorporação seguirá de forma estruturada, preservando a qualidade das operações já em curso e promovendo as melhorias necessárias para o aperfeiçoamento dos serviços.
Com a aquisição, a ARGENTA avança em sua trajetória de expansão responsável, fortalecendo sua presença regional e ampliando a capacidade de atuação em um mercado essencial para o desenvolvimento econômico.
Economia
El Niño intensifica eventos extremos no Brasil
O Painel El Niño 2026‑2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontou mais de 90 % de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
O fenômeno deve gerar impactos distintos nas regiões brasileiras: no Sul, o Inmet projeta chuvas acima da média e possibilidade de recordes; no Nordeste, o Cemaden prevê expansão da seca severa e extrema; no Sudeste, 89 % da região sofreu algum grau de seca em julho e as previsões indicam período de chuvas intensas e altas temperaturas, segundo o Climatempo; na Amazônia, o Cemaden e a Ana alertam para déficit de chuva, risco de prolongamento da seca e aumento da incidência de incêndios.
O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM) alerta que o El Niño em curso pode tornar‑se um dos mais severos registrados desde 1950. Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios ressalta que o aquecimento das águas do Pacífico pode afetar indicadores sociais, da saúde à educação.
De acordo com o Dr. Alexandre Chieppe, consultor médico da MedLevensohn, a instabilidade climática pode desencadear desastres como enchentes e inundações e aumentar a incidência de doenças transmissíveis. Ele destaca que a combinação de umidade e calor cria condições favoráveis à proliferação de vetores de zoonoses, sobretudo arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
O El Niño também pode impactar a agricultura, os níveis dos reservatórios, a geração de energia e os preços dos alimentos. O monitoramento depende da coleta contínua de dados atmosféricos e oceânicos por satélites, sensores e boias, permitindo que produtores rurais recebam alertas em tempo real e ajustem suas decisões de manejo.
Vininha F. Carvalho conclui que a mudança climática já está gerando novos desafios para as cidades brasileiras, e que adaptar o planejamento urbano é essencial para aumentar a capacidade de enfrentar cenários futuros.
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