Economia
Allp Fit celebra 3 anos e projeta R$ 2 bi até 2028
Economia
Em 16 de junho, a Allp Fit completa três anos de atuação, consolidando uma trajetória de crescimento no mercado fitness brasileiro. A rede alcançou 218 unidades comercializadas, ultrapassou a marca de 150 mil alunos nas academias físicas e ampliou sua atuação por meio de um ecossistema voltado à saúde, bem-estar e qualidade de vida. Criada com a proposta de democratizar o acesso à atividade física por meio do conceito Top to All, a empresa expandiu sua presença para diferentes estados brasileiros e desenvolveu um modelo que combina estrutura moderna, tecnologia e serviços integrados.
“Nosso propósito desde o início foi democratizar o acesso à saúde e à atividade física, oferecendo uma estrutura de qualidade com preços acessíveis para as famílias brasileiras. Os resultados alcançados nesses três anos mostram que existe espaço para um modelo que combine crescimento, inovação e impacto social”, afirma Anderson Franco, CEO da Allp Fit.
Entre os marcos da trajetória da companhia está a criação de um modelo de franquias baseado na autonomia dos investidores. Segundo a empresa, a Allp Fit é a única grande rede do segmento que não possui cláusula de recompra, característica que busca oferecer mais segurança e independência aos franqueados.
Outra particularidade é o conceito de “Academia da Família Brasileira”, que amplia a experiência tradicional das academias ao reunir serviços e espaços voltados para diferentes perfis de usuários. Além dos equipamentos de treinamento, as unidades oferecem espaços kids, saunas masculinas e femininas, cadeiras de massagem, bioimpedância e ambientes planejados para atender desde iniciantes até praticantes mais experientes.
Ao longo dos últimos anos, a companhia também ampliou sua atuação para além das academias físicas. O Ecossistema Allp Fit reúne iniciativas como a Allp Fit Home, plataforma digital de treinamento que já soma mais de 200 mil alunos cadastrados, a Allp Fit Viva+, voltada à saúde corporativa, e a Allp Supplements, marca própria de suplementação esportiva.
A empresa destaca ainda benefícios complementares aos alunos, incluindo teleconsultas, suporte digital e soluções voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida. O crescimento acelerado da rede exigiu investimentos em gestão, padronização operacional e adaptação às características de diferentes mercados regionais, fatores que contribuíram para o fortalecimento da estrutura da companhia.
Para os próximos anos, a Allp Fit projeta mais de R$ 2 bilhões em investimentos até 2028, com foco na expansão da rede, no fortalecimento da tecnologia e na ampliação do acesso à saúde e ao bem-estar. “Crescer de forma sustentável é o nosso principal compromisso. Estamos investindo em tecnologia, capacitação e expansão planejada para manter a qualidade da experiência em todas as unidades da rede. Queremos levar nosso modelo para mais cidades e ampliar o acesso à saúde e à qualidade de vida para milhões de pessoas”, ressalta Anderson Franco.
Com foco em inovação, acessibilidade e crescimento sustentável, a companhia encerra seu terceiro ano de operação com planos de ampliar sua presença nacional e fortalecer sua posição no mercado fitness brasileiro.
Ativações de junho
Para celebrar os três anos da rede, comemorados em junho, a Allp Fit preparou uma série de eventos e ativações que têm como objetivo fortalecer seu posicionamento como a academia da família brasileira e reforçar seu compromisso com a solidariedade.
Realizada em Ipatinga (MG), no dia 7 de junho, a 3ª Corrida Solidária se consolidou como um importante evento de bem-estar para toda a região do Vale do Aço. Pelo terceiro ano consecutivo, a rede de academias levou mais de 2 mil participantes ao Parque Ipanema para percursos de 5 km e 10 km, além de promover ativações com parceiros como Cartão de Todos, UniÚnica, Matrix, Amazon Web Services e Salesforce, entre outros.
Com foco na solidariedade, a participação da Allp Fit na Campanha do Agasalho do Cartão de Todos arrecadou mais de 12 mil peças, fortalecendo ainda mais a parceria entre as duas empresas.
Pensando também nos alunos, uma série de ativações está acontecendo nas unidades da rede durante o mês de junho, unindo a celebração do aniversário ao clima da Copa do Mundo e das festas juninas. Entre os destaques está o Clube da Figurinha, iniciativa em que os espaços kids das academias se transformaram em pontos de encontro para troca de figurinhas, em parceria com o Cartão de Todos. Também foi disponibilizada a camiseta especial “A Torcida da Família Brasileira”, comercializada em unidades selecionadas.
Além disso, durante todo o mês serão realizadas aulas temáticas inspiradas na Copa do Mundo e nas festas juninas. “São aulas coletivas pensadas para engajar os alunos neste mês de celebração”, finaliza Anderson Franco.
Sobre a Allp Fit
A Allp Fit é uma rede de academias que opera sob o conceito Top to All, democratizando o acesso à saúde, performance e qualidade de vida. A companhia oferece estrutura moderna, tecnologia e uma experiência completa de bem-estar, com benefícios como aulas coletivas, scanner corporal, cashback, telemedicina, suporte nutricional, espaço família e integração entre atividade física, suplementação e serviços. Criada para oferecer segurança e oportunidades aos franqueados, a rede não possui cláusula de recompra, visando garantir maior segurança jurídica e de governança para investidores.
Economia
Medicina integrativa amplia debate sobre Cannabis Medicinal
A busca por abordagens que considerem o organismo em sua complexidade tem aproximado diferentes áreas da saúde e ampliado o interesse por mecanismos fisiológicos ainda em investigação. Essa perspectiva esteve entre os temas do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa, realizado de 30 de outubro a 1º de novembro, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Entre os campos que dialogam com essa abordagem está a Cannabis medicinal, cujos compostos são estudados por sua interação com o Sistema Endocanabinoide e por possíveis aplicações em condições como dor crônica, sintomas associados ao transtorno do espectro autista (TEA) e alterações metabólicas.
Ana Gabriela Baptista, CEO da TegraPharma, acompanhou os três dias do encontro. Ao comentar sua participação, destacou a troca entre profissionais e a aproximação de diferentes perspectivas sobre saúde e inovação. “Participar do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa foi uma oportunidade de fortalecer conexões, acompanhar discussões relevantes sobre saúde e inovação e ampliar o diálogo entre ciência, fisiologia e novas possibilidades terapêuticas”, disse. Essa aproximação entre ciência e fisiologia também orienta o trabalho de Ana com a Cannabis medicinal, especialmente no acompanhamento das pesquisas sobre o Sistema Endocanabinoide e a interação dos canabinoides com o organismo.
Sistema Endocanabinoide: uma rede de comunicação do organismo
Para explicar o funcionamento do Sistema Endocanabinoide, Ana Gabriela propõe uma comparação simples: a relação entre uma chave e uma fechadura. A analogia ajuda a compreender como esse sistema atua na comunicação entre diferentes partes do organismo. Ele reúne três componentes: os endocanabinoides, substâncias produzidas pelo próprio corpo; os receptores, estruturas presentes nas células com as quais essas moléculas interagem; e as enzimas, que participam da síntese e da degradação dessas substâncias. “É como um sistema de comunicação dentro do organismo. O corpo produz substâncias que interagem com receptores específicos, e enzimas participam da síntese e da degradação dessas moléculas. Esse conjunto de mecanismos contribui para a regulação de diferentes funções fisiológicas”, explica.
Essa comunicação participa da regulação de funções como a percepção da dor, o sono e o apetite. É nesse mecanismo que se concentra parte do interesse científico pela Cannabis sativa: compostos da planta, chamados fitocanabinoides, como o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), também podem interagir com os receptores do sistema. Para Ana, compreender como essa dinâmica funciona e de que maneira ela pode ser modulada pelos canabinoides é importante para avançar nas pesquisas sobre suas possíveis aplicações terapêuticas.
O que as pesquisas investigam sobre fibromialgia e TEA
A fibromialgia provoca dores espalhadas pelo corpo e pode vir acompanhada de cansaço, sono ruim e rigidez. Ao falar das pesquisas sobre Cannabis medicinal, Ana Gabriela destaca resultados que apontam redução da dor e melhora desses sintomas, além de avanços na qualidade de vida dos pacientes.
Um estudo publicado em 2024 na revista Journal of Clinical Medicine acompanhou 30 pessoas com fibromialgia durante seis meses. Os participantes receberam uma dose diária de Cannabis medicinal. Ao final da pesquisa, a mediana da intensidade da dor, medida em uma escala de zero a dez, caiu de oito para quatro pontos. Os pesquisadores também registraram melhora na saúde física e mental dos participantes. Como o estudo envolveu um grupo pequeno e não teve grupo de comparação, os resultados ainda precisam ser confirmados por pesquisas maiores.
No caso do transtorno do espectro autista (TEA), Ana destaca uma pesquisa publicada em 2021 na revista Molecular Autism, que avaliou 150 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 21 anos. O estudo comparou o uso de um extrato de Cannabis com um placebo. Em uma das avaliações, 49% dos participantes que receberam o extrato apresentaram melhora no comportamento disruptivo, em comparação com 21% daqueles que receberam placebo. Esse resultado indica um possível benefício em sintomas comportamentais específicos, embora outra medida principal do estudo não tenha apresentado diferença significativa entre os grupos.
Para Ana Gabriela, esses achados reforçam a importância de avaliar cada paciente de forma individualizada. Pessoas com a mesma condição podem apresentar sintomas diferentes e responder de maneiras distintas ao tratamento. Por isso, a indicação de canabinoides precisa considerar o quadro clínico, as necessidades de cada paciente e as evidências científicas disponíveis.
Metabolismo também está no radar das pesquisas
O Sistema Endocanabinoide também participa de processos relacionados ao metabolismo, como o controle do apetite e do gasto de energia pelo organismo. Uma revisão publicada em 2005 na revista Annals of Medicine já investigava essa relação, especialmente o papel dos receptores CB1 na obesidade. Atualmente, alterações como resistência à insulina e síndrome metabólica também integram as linhas de pesquisa sobre esses mecanismos.
Ana Gabriela Baptista chama a atenção para o aumento das alterações metabólicas entre pessoas mais jovens e defende um olhar que considere o funcionamento do organismo como um todo. “Para compreender as alterações metabólicas, precisamos considerar a complexidade dos processos fisiológicos e bioquímicos que regulam o organismo, incluindo a participação do Sistema Endocanabinoide. A Cannabis sativa e seus compostos representam um campo relevante de investigação e podem contribuir para ampliar nossa compreensão sobre esses mecanismos e suas possíveis aplicações terapêuticas. Esse avanço depende do diálogo entre conhecimento fisiológico, pesquisa científica e evidências clínicas, além de uma análise crítica dos estudos, de suas metodologias e de possíveis vieses”, finaliza Ana Gabriela Baptista.
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