Cultura
“Valor Sentimental vence o Oscar 2026 e supera “O Agente Secreto”
Cultura
Quando a atriz Nicole Kidman abriu o envelope e anunciou o vencedor de Melhor Filme, chegou ao fim a esperança brasileira de ganhar um Oscar com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

“Uma Batalha Após a Outra” foi o vencedor. “O Agente Secreto” concorria em outras três categorias, mas não levou nenhuma. Como melhor filme internacional, venceu o norueguês Valor Sentimental de Joaquin Trier, indicado em nove categorias. Melhor seleção de elenco, categoria recém-criada também disputada pelo Brasil, foi para Cassandra Kulukundis, de “Pecadores”. Aliás, Michael B. Jordan, também de “Pecadores”, venceu como melhor ator, apesar de Wagner Moura ter sido apontado por muitas publicações especializadas como favorito.
Jordan foi o sexto ator negro a vencer um Oscar em quase um século de premiação. “Pecadores” também ganhou de outro brasileiro. Adolpho Veloso era um dos favoritos pela fotografia por “Sonhos de Trens”, mas perdeu para Autumn Durald Arkapaw. Primeira mulher a ganhar na categoria.
Apesar de não ter levado a estatueta, “O Agente Secreto” fez história com duas indicações inéditas para o Brasil: Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. Mesmo sem um Oscar para chamar de seu este ano, o cinema brasileiro está em alta. Desde o Festival de Cannes quando o elenco de ‘O Agente Secreto’ entrou no tapete vermelho ao som de frevo e ganhou Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e o inédito Melhor Ator para o Brasil com Wagner Moura, o filme já recebeu mais de 70 prêmios. Nas redes sociais, o presidente Lula disse que milhões de brasileiros estavam orgulhosos de ver nossos artistas na cerimônia do Oscar.
E voltando a premiação, o grande vencedor da noite foi mesmo “Uma Batalha Após a Outra” somou seis estatuetas, incluindo Direção de Elenco, Melhor Ator Coadjuvante para Sean Penn (que não compareceu à cerimônia) e Direção e Roteiro Adaptado para Paul Thomas Anderson. Já ‘Pecadores’ levou quatro estatuetas das 16 históricas indicações. Jessie Buckley confirmou o favoritismo com o Oscar de melhor atriz para “Hamnet: A vida antes de Hamlet”, enquanto Amy Madigan ganhou como melhor atriz coadjuvante por “A hora do mal”.
A cerimônia foi marcada também por um empate entre dois curtas-metragem de live action: Cantores e Duas Pessoas Trocando Saliva. A animação “Guerreiras do K-Pop” levou duas estatuetas no Oscar 2026: Melhor Animação e Melhor Canção Original, por “Golden”.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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