Cultura
Tese explica história pouco conhecida da imigração alemã na Bahia
Cultura
O Brasil relembra a história da imigração alemã no país e, embora o imaginário popular associe essa presença quase que exclusivamente à região Sul, a Bahia guarda capítulos pouco conhecidos dessa trajetória.

Registros históricos apontam a chegada de grupos alemães no estado, com direito a um cemitério dedicado a eles em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e até um campo de concentração na cidade de Maracás, no sul da Bahia. De acordo com a pesquisadora Marina Helena Chaves, que resgatou essa memória em sua tese de doutorado, compreender esses registros é fundamental para reconhecer a diversidade da nossa formação histórica.
“A Bahia foi o local em que se tentou, pela primeira vez, estabelecer uma colônia no Brasil. Então, mesmo antes de 1822, houve uma tentativa do governo federal para que a Bahia tivesse colônias alemãs. Foram várias tentativas.”
Entre a chegada dos primeiros imigrantes em Cachoeira e os desdobramentos políticos e sociais em Maracás, o estudo revela como essa comunidade se estabeleceu e impactou o território baiano. Segundo a pesquisadora, resgatar esses fatos mostra que a imigração alemã foi um fenômeno muito mais amplo e complexo do que se costuma registrar nos livros didáticos.
“Eu sou professora de História e a gente tem uma hegemonia do conhecimento científico, uma hegemonia europeia, mas dentro de uma lógica dicotômica. E nos livros, quando eu estudei, a gente via os alemães como sinônimo de nazista. Eu morei lá em Maracás e vi alguns monumentos representativos de um povo que era o alemão. Na memória coletiva, a presença alemã era inegável.”
A tese de doutorado de Maria Helena Chaves amplia o olhar sobre o tema, revelando a marca da história da imigração alemã também em solo baiano.
Cultura
Teatros da Amazônia são reconhecidos como Patrimônio da Humanidade
Os dois mais importantes teatros da Amazônia agora fazem parte do Patrimônio Mundial da Humanidade.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira durante a reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco realizada na cidade de Busan, na Coreia do Sul.
A candidatura brasileira apresentou o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz como um único bem cultural, denominado “Teatros da Amazônia”.
A proposta foi aprovada por reconhecer o papel dos dois espaços na preservação da memória, da arte e da identidade cultural da região amazônica.
Construídos durante o ciclo da borracha, os dois teatros representam o período de grande desenvolvimento econômico vivido pela Amazônia no final do século XIX.
Além disso, são considerados exemplos da influência das artes e da arquitetura europeia na formação cultural brasileira.
O título concedido pela Unesco também deve contribuir para o fortalecimento do turismo cultural e para a ampliação das ações de preservação dos dois monumentos, que já são referências nacionais pela sua beleza e importância histórica.
Em Manaus, o Teatro Amazonas é um dos principais cartões-postais da cidade e palco de eventos como o Festival de Ópera do Amazonas.
Já o Teatro da Paz, em Belém, é uma das mais antigas e tradicionais casas de espetáculos do país.
Com o reconhecimento internacional, os Teatros da Amazônia passam a integrar o grupo dos mais importantes bens culturais do mundo, reforçando o papel da região como guardiã de um patrimônio histórico, artístico e cultural de valor universal.
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