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Cultura

Sustenta Carnaval transforma fantasias da Sapucaí em novas chances 

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Todo Carnaval tem seu fim, mas o impacto do lixo, infelizmente, permanece. Para mudar essa história, um projeto transforma fantasias em novas chances para outros foliões. A ideia é diminuir o desperdício ao reutilizar parte da quantidade de resíduos gerados pelas escolas de samba nos desfiles no Sambódromo. A fundadora do projeto Sustenta Carnaval, Mariana Pinho, avalia que, além da sustentabilidade, esse projeto também visa a promoção de mais equidade social.

“O Sustenta, ele vem para continuar o enredo das escolas, que falam de preconceito de cor, de raça, de gênero; e o ambiental ele é como se fosse o fechamento do ciclo desse enredo. Reutilizando essas fantasias, fazendo com que a receita gere emprego para as pessoas do território que fazem parte desse movimento samba.”

Mariana fala do perfil do público que frequenta o espaço.

“Em um extremo a gente tem pessoas que são da arte, que são principalmente do mundo do Carnaval, que chegam ali e começam a chorar — que aquilo tudo ia estar no lixo. Amantes de moda, de figurino, de cenário, eles têm uma experiência quase fora do corpo. Vão lá e ficam o dia inteiro.”

O trabalho de reciclagem para diminuir o impacto dos produtos têxteis no meio ambiente recolheu três toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles já em seu primeiro ano, em 2022. No ano seguinte, o projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí. Desde então, mais de 23 toneladas têm sido recolhidas todos os anos.

O Sustenta Carnaval encaminha o material para um galpão no território da Pequena África, área da zona portuária do Rio de Janeiro, conhecida pela história e preservação da memória negra. O espaço abre de quarta a sexta, e aos sábados, na rua Pedro Ernesto, na Gamboa.

*Com informações da Agência Brasil 
 


Fonte: EBC Cultura

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Artesanato alagoano ganha destaque na 64ª Semana de Design de Milão

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Até o próximo dia 26, a Itália sedia mais uma Semana de Design de Milão, ou Semana do Móvel, como também é conhecido o principal evento mundial de mobiliário e design. O Brasil chega a esta edição, a de número 64, como o maior produtor de mobiliários da América Latina e o 6º do mundo.

A feira reúne mais de 1,9 mil expositores de 32 países, distribuídos em quase 170 mil metros quadrados de área. Um dos destaques é o Salone Satellite, que reúne 700 jovens designers de diferentes nacionalidades. O segmento coloca em cena uma das grandes questões do design contemporâneo: a relação entre tradição manual e avanços tecnológicos. 

Um dos destaques do Brasil, no que diz respeito à identidade e diversidade, é a exposição “Alagoas Plural”, que integra o Fuorisalone, circuito externo com instalações e mostras espalhadas pela cidade italiana. A ideia é refletir sobre o papel da criação humana em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e expansão da inteligência artificial.

Nesse cenário, a exposição alagoana apresenta peças que resultam de processos criativos profundamente ligados à experiência humana, à tradição e à identidade cultural.

São mais de 100 peças de mestres e artesãos do estado, que apresentam ao público um panorama da produção local, marcada pela tradição, pertencimento e ancestralidade, tendo como base três pilares do artesanato: cerâmica, entalhe em madeira e bordado.

As obras foram produzidas por 46 criadores, com destaque para a comunidade da Ilha do Ferro, além de 20 bordadeiras do município de Capela. Todos, apesar do conhecimento autodidata da maioria, se aglutinam sob o guarda-chuva da sensibilidade estética, rigor técnico e respeito ao meio ambiente.


Fonte: EBC Cultura

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