Cultura
Salvador recebe mostra com obras inspiradas na devoção a Santo Antônio
Cultura
Salvador recebe, a partir desta sexta-feira (29), a 12ª edição da mostra Antônios, que celebra um dos santos católicos da temporada junina por meio de várias técnicas artísticas .

Com o tema “Um Altar para Antônio”, a exposição deste ano reúne 37 obras inéditas ligadas às artes plásticas em diferentes linguagens, além de fotografia.
Os artistas mantêm a tradição de fazer uma releitura da devoção católica à Santo Antônio. Este ano, eles foram desafiados a terem como elemento condutor das obras um altar, utilizando formatos em 2D e 3D para propor uma abordagem contemporânea da figura sacra do “casamenteiro”.
A abertura acontece logo mais, às 19h30, no ME Ateliê de Fotografia, no bairro Santo Antônio Além do Carmo. No espaço, a visitação gratuita acontece de sexta a domingo, de 16h às 19h, até o dia 10 de julho.
A mostra se estende para outros espaços que ficam no centro do histórico bairro soteropolitano, como no Antique Bistrô, além de instalações artísticas assinadas por Jacy Gordinho e Mário Edson no restaurante La Lupa.
Outro destaque desta edição é o artista plástico Vik Muniz, que participa pela primeira vez do circuito artístico. Além de Vik, outras figuras de diferentes gerações e movimentos artísticos foram convidadas, entre elas Cláudio das Virgens, Dorge Studart, Reinaldo Giarola, Ana Uzeda, Franklin Jazz e Patrícia Dieder Dalmas.
A programação da mostra terá, ainda, oficina de fotografia com celular, rodas de conversa, bate-papo online com o biógrafo de Santo Antônio, Edison Veiga, e a tradicional “Noite da Reza na Trezena”, que acontece no próximo dia 8 de junho a partir de 19h30 no ateliê que sedia a mostra.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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