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RJ: Casa da Juventude Centro lança curso e oficinas para o carnaval

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A pouco mais de três meses do carnaval, a Casa da Juventude Centro, equipamento público da Secretaria da Juventude Carioca, iniciou a primeira edição do curso de alegoria e adereços e a oficina de mestre-sala e porta-bandeira. Além de aproximar os jovens do universo do carnaval, a iniciativa tem o objetivo de manter a tradição para futuras gerações.

O curso e a oficina são resultado de uma parceria da Prefeitura do Rio com a Liga das Escolas de Samba da Série Ouro, que é o grupo de acesso para a elite do carnaval. E, entre os professores, está a porta-bandeira Babi Cruz, uma das responsáveis pela profissionalização da arte de conduzir o símbolo máxima das agremiações.

Para ela, iniciativas como esta ajudam a manter viva a arte dos casais, que bailam em escolas de samba e blocos.

“É uma forma de estar mantendo essa tradição, muito mais do que está preparando mestres-salas e portas-bandeiras para serem oficiais ou segundos casais de escolas do Grupo Especial, do Grupo de Acesso, de blocos. É preparar a alma das pessoas para preservar a cultura da dança de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, preparando novos artesãos, novos carnavalescos para as próximas gerações”.

A oficina e o curso acontecem sempre às quartas-feiras, em turnos diferentes, na Casa da Juventude, que fica na Rua Camerino, 28, centro do Rio.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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