Cultura
Para além do queijo certificado, cidade de MG oferece belezas naturais
Cultura
O município do Serro, em Minas Gerais, abriga mais de 100 cachoeiras catalogadas. São rios, riachos e quedas d’água de tirar o fôlego. O fácil acesso confere à região o título de “Paraíso das Águas”.

Quem convida a gente para explorar uma delas é a Christiane Brandão, produtora de um dos queijos mais premiados da região do Serro:
“A gente tem várias cachoeiras, opções maravilhosas, porque a gente está aos pés do Pico do Itambé, né? Aqui é o ponto mais alto da Serra dos Espinhaço, que é a única cordilheira do país. Então, aqui a gente está com a faca e o queijo na mão”, diz.
A Cris tem razão. O Queijo Minas Artesanal é um tesouro da região do Serro, mas as belezas naturais são um convite ao ecoturismo. Tem a estrada que leva até Milho Verde, pequeno distrito a apenas 24 quilômetros do município do Serro.
É sinuosa e corta a Serra do Cipó com sua vegetação rasteira e acinzentada.
Caminho que leva à Cachoeira do Lajeado, uma reserva marcada por areia branquinha, rochedo e espelhos d’água transparentes e cheios de vida.
É só um filetinho de água que desce, de mansinho, depois ganha força e corta a rocha para formar a cachoeira, que é conhecida na região como Cachoeira da América do Sul por causa do formato da prainha.
Paisagens deslumbrantes, gastronomia, tradição e muito calor humano. A receita da rota do Queijo do Serro desperta na gente o desejo de voltar outras vezes. Kelly Vespermann, analista de negócios do Sebrae, garante que quem prova, volta:
“Nós entendemos que trazer as pessoas para conhecer o nosso produto, a gente consegue também valorizar a nossa tradição, consegue mostrar a qualidade e gerar também mais uma alternativa para o produtor”, aponta.
Inspiração é o que não falta aos moradores, como o violeiro Marcos Felipe, que enxerga na própria terra um pedacinho do paraíso.
“A gente tem muita coisa boa aqui, tem a Festa do Rosário, que é um é um evento grandioso que acontece no mês de julho, que envolve a cidade inteira. As casas abrem para receber parentes, amigos e, porque as hospedagens, né, as pousadas ficam cheias. É uma festa grandiosa. Tem a Festa do Queijo, em setembro, que é voltada para o nosso, né, para a nossa iguaria principal, que também movimenta a cidade, é uma semana de festa, né? A gente e aí a gente tem sempre o prazer de acolher, né? E assim, o Serro é um é um lugar que a gente, eu sou suspeito para falar do Serro, que sou filho do Serro e gosto muito desse desse nosso estilo de vida.”
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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