Cultura
Ópera da Serra da Capivara chega a sua 7ª edição
Cultura
Um dos maiores sítios arqueológicos do mundo, localizado no sertão do Piauí, será palco mais uma vez do espetáculo Ópera da Serra da Capivara. Esta é a 7ª edição do evento, que terá uma programação prévia na cidade de São Raimundo Nonato: o Ópera na Cidade.

Esta primeira etapa começa nesta segunda-feira (27) e vai até a próxima quarta (29). Serão três noites de programação gratuita, com shows, feira de gastronomia e produtos artesanais, além de grupos folclóricos, que vão se apresentar na Praça do Gavião.
Já da próxima quinta-feira (30) até domingo (2), a atração será o espetáculo Cleópatra, Rainha Caatingueira, no Eco Teatro, localizado em frente à imensa cortina de pedra que abriga 12 mil anos de história do Parque Nacional da Serra da Capivara.
O diretor de arte e idealizador da Ópera da Serra da Capivara, Felipe Guerra, destaca que Cleópatra, Rainha Catingueira reimagina a história da figura mítica do Egito antigo renascendo em uma nova terra, a Caatinga. Ao chegar a esse território, marcado pela força da natureza e pelos saberes ancestrais de seus habitantes, Cleópatra se vê desprovida de poder e é conduzida a uma profunda transformação espiritual. Entre rituais, encontros simbólicos e uma travessia entre vida e morte, ela abandona sua condição de deusa para se reconhecer parte da terra.
Cerca de 80% da trilha sonora é composta por canções e arranjos originais, criados pelo grupo paranaense Rosa Armorial.
Além da encenação principal, os 4 dias de ópera contarão também com shows. Entre eles, sobem ao palco os cantores Chico César, Mari Jasca e o cantor Fitti homenageando Ney Matogrosso, além de Rubia Divino, que fechará o evento com um show solo.
Na página oficial do evento é possível saber a programação dia a dia e os detalhes sobre compra de ingressos.
O Parque Nacional da Serra da Capivara, criado em 1979 e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1991, abriga a maior concentração de pinturas rupestres do mundo.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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