Cultura
Obra de Charles Chaplin é celebrada em mostra no CCBB BH
Cultura
Charles Chaplin, uma das figuras mais importantes da história do cinema, recebe uma grande homenagem do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte. A “Mostra Chaplin” reúne 83 filmes do artista, entre eles O Grande Ditador”, “Tempos Modernos” e “O Garoto”.

Criador do inesquecível personagem “Carlitos, o Vagabundo”, Chaplin foi ator, diretor, roteirista e compositor. Ele morreu na madrugada do Natal de 1977, aos 88 anos de idade.
José de Aguiar, curador da mostra, fala sobre o objetivo do projeto.
“Nossa ideia é fazer com que o público tenha como conhecer em primeira mão essa obra de um cineasta que é considerado um dos mais importantes da história do cinema, tanto no sentido de ser um pioneiro, porque surgiu no momento em que o cinema estava se consolidando como arte, como linguagem. Participou do início de Hollywood, foi um dos seus construtores, um dos que ajudou a construir a linguagem da comédia no cinema americano, de consolidar a ideia do cinema como algo realizado por um autor”.
Chaplin participou da transição do cinema mudo para o falado. Uniu comédia, lirismo e crítica social, influenciando gerações de cineastas e atores em todo o mundo. O curador fala sobre a atualidade da obra artista.
“A obra dele de certa forma permanece ainda muito atual, não só pela pelo senso de humor dele, que é bastante universal e pela atualidade do próprio personagem Carlitos. Esse personagem vagabundo que de certa forma realiza uma espécie de crítica social, ele se torna tão contemporâneo quanto a 100 anos atrás, porque de certa forma a realidade que aquele vagabundo vivia em 1914, de certa forma ainda se espelha no nosso mundo aqui de 2025”.
A mostra já passou pelo CCBB de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. José de Aguiar destaca a recepção nestes espaços.
“Foi um grande sucesso de público, a receptividade foi muito boa. E as sessões não só estavam bastante cheias, como também geraram uma reação do público bastante calorosa e as pessoas riem muito nas sessões, se emocionam nos momentos que os filmes são emotivos, ficam muito felizes com a possibilidade de estar vendo, é, filmes que raramente são exibidos em circuito comercial”.
Além da exibição dos filmes, a agenda da “Mostra Chaplin” inclui um curso, abordando o impacto da obra do artista no cinema, e debate sobre seu legado.
A temporada no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte vai até o dia 17 de novembro. Ingressos R$10,00 inteira e R$5,00 meia.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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