Cultura
O Agente Secreto vence duas das principais categorias do Globo de Ouro
Cultura
O cinema brasileiro fez história! O filme “O Agente Secreto” ganhou duas das principais categorias do Globo de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. A cerimônia de premiação ocorreu na noite de ontem, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa ainda concorreu na categoria de Melhor Filme de Drama, a principal da noite, que ficou com Hamnet.
O ator Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. No discurso, após agradecer o diretor Kleber Mendonça Filho pela amizade e falar sobre a mensagem do longa, que é sobre memória, disse algumas palavras em português
“Pra todo mundo no Brasil, assistindo isso agora, viva o Brasil! Viva a cultura brasileira. Thank you very much”.
O diretor Kleber Mendonça Filho, ao receber a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. Ao fim, dedicou o filme aos jovens cineastas.
Nas redes sociais, a repercussão é grande. O presidente Lula afirmou que a dupla premiação de “O Agente Secreto” entra na história do cinema brasileiro, e que é um “dia de glória e reconhecimento ao talento de nossos artistas”. Também disse que o longa “é um filme essencial para não deixar cair no esquecimento a violência da ditadura e a capacidade de resistência do povo brasileiro”.
Essa foi a primeira vez que um filme brasileiro venceu em duas categorias do Globo de Ouro. No ano passado, a atriz Fernanda Torres ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama e, em 1999, Central do Brasil levou a estatueta na categoria Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
O Agente Secreto está na pré-lista de indicados ao Oscar e, com o Globo de Ouro, as chances de ficar entre os cinco indicados, é grande. O anúncio dos concorrentes oficiais será em 22 de janeiro.
*Com informações da Agência Brasil.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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