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O Agente Secreto faz 1 ano de estreia com recorde de prêmios

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Nesta terça-feira (19), faz um ano que o filme brasileiro “O Agente Secreto”, do diretor pernambucano, Kleber Mendonça Filho, estreou mundialmente no Festival de Cinema de Cannes, na França.

E a trajetória do longa celebra um marco histórico: o longa se tornou a produção brasileira com o maior número de prêmios internacionais da história. Até agora, são 99 conquistas acumuladas.

As primeiras premiações em terras estrangeiras aconteceram, inclusive, em Cannes, onde o filme conquistou quatro prêmios. Entre eles, os de melhor diretor para Kléber e de melhor ator para o protagonista, Wagner Moura.

Depois disso, o longa colecionou vitórias em festivais e premiações da crítica especializada em cidades como Nova York, Chicago, Lima, Zurique e Málaga. Entre os reconhecimentos mais importantes estão o Golden Globe Awards de melhor ator em filme de drama para Wagner Moura e o prêmio de melhor filme em língua não inglesa.

As conquistas mais recentes vieram agora em maio, durante a 13ª do Prêmio Platino, realizado no México. O “Agente Secreto” levou oito troféus, entre eles os de melhor filme ibero-americano, melhor ator, melhor diretor e melhor roteiro.

O Platino é considerado a principal premiação do cinema, da televisão e do streaming da comunidade ibero-americana, reunindo produções da América Latina, Espanha e Portugal.

Sessões comemorativas em 35 mm

Para celebrar a marca histórica e o aniversário de um ano da estreia mundial, a distribuidora do filme no Brasil vai promover exibições especiais em cópias de 35 milímetros nos cinemas brasileiros.

As primeiras cidades a receber as sessões serão São Paulo, no Espaço Petrobrás de Cinema; e Fortaleza, no Cinema do Dragão. Na capital paulista, as sessões diárias seguem até esta quarta-feira, sempre às 20h30; na capital cearense, haverá uma única sessão no sábado, às 16h.

“O Agente Secreto” já ultrapassou a marca de 2,5 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros e também está disponível no streaming.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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