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Nova Jerusalém (PE) inicia encenações da Semana Santa

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Já começaram as encenações de Semana Santa em Nova Jerusalém, Pernambuco, considerado o maior teatro a céu aberto do mundo, e que este ano deve receber 70 mil espectadores. Até domingo serão seis espetáculos que revivem a tradição católica da paixão de Cristo.

A maior parte do elenco são artistas pernambucanos: 50 atores e atrizes e 400 figurantes. Artistas de reconhecimento nacional também participam do espetáculo, entre os convidados deste ano estão o ator Marcelo Serrado que interpreta Pilatos, Beth Goulart como Maria, Carlo Porto como Herodes e Dudu Azevedo interpretando Jesus Cristo.

Os cenários de Nova Jerusalém são montados em nove palcos distribuídos em uma área de 100 mil metros quadrados no distrito Fazenda Nova, localizado na cidade de Brejo da Madre de Deus, distante cerca de 180 km de Recife.  O evento deste ano homenageia o centenário de nascimento do idealizador da cidade-teatro, Plínio Pacheco, que chegou à Fazenda Nova em 1956.

Ele é o responsável pela construção de réplicas do interior de palácios, templos e pela muralha de 4 metros de altura, com 70 torres, que contorna toda a estrutura. A obra reproduz com fidelidade a arquitetura original de 2 mil anos atrás da cidade de Jerusalém.

Informações sobre ingressos, horários e como chegar até o distrito Fazenda Nova estão disponíveis no site novajerusalem.com.br


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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