Cultura
No Rio, projeto Parque de Ideias promove homenagem a Jorge Amado
Cultura
A Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro recebe, a partir desta segunda-feira (10), uma homenagem ao escritor Jorge Amado, que completaria 114 anos neste dia 10 de agosto. A programação, gratuita, faz parte do projeto Parque de Ideias e inclui palestras, oficinas e uma peça, até o fim desta semana.

Uma das principais atrações é o espetáculo “Três Irmãos”, vencedor do Prêmio Shell de dramaturgia. A peça é inspirada no livro de Jorge Amado “Seara Vermelha”, que está completando 80 anos. A obra narra a trajetória de uma família de lavradores expulsos de suas terras, obrigada a empreender uma travessia em busca de sobrevivência, e tem a Baixada Fluminense como ponto de partida. A montagem atualiza temas recorrentes da obra do escritor baiano, como fome, migração, violência política e fé popular.
Outra atração é a oficina “Escritas da Vida”, com aulas, nesta terça (11) e quarta-feira (12), sobre pesquisa e escrita biográfica, desde a apuração de fontes até decisões sobre estrutura narrativa. As aulas são ministradas por Joselia Aguiar, biógrafa do autor.
Jorge Amado
Jorge Amado foi jornalista, romancista, memorialista e deputado federal na década de 40. Ocupou a Cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras. O autor estreou na literatura na década de 1930 e, ao longo da carreira, foi publicado em mais de 50 países, em diferentes idiomas, como alemão, chinês e francês. Seus livros foram adaptados para diversas linguagens, como cinema e televisão. O escritor faleceu em 2001, aos 89 anos.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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