Cultura
Mural no Rio de Janeiro homenageia Milton Nascimento
Cultura
O cantor e compositor Milton Nascimento, de 83 anos, 60 deles dedicados à música, ganhou mais uma homenagem no Rio de Janeiro. Um mural de 300 metros quadrados com a imagem desse que é um dos gigantes da música brasileira ocupa parte da lateral do prédio da Associação Cristã de Moços, na Rua da Lapa, centro da capital fluminense. O mural pode ser visto até mesmo da Praça Cardeal Câmara, em frente aos Arcos, importante ponto turístico da região. Nesse ponto, o novo mural compõe com um painel mais antigo de outro ícone da música, Pixinguinha, pintado em 2021.

O desenho de Milton Nascimento foi feito pela artista visual brasiliense Gugie Cavalcanti, que já produziu 15 murais de personalidades negras em diferentes cidades de todas as regiões do país. Gugie contou que a imagem do mural de “Bituca” foi retirada de uma cena de um documentário antigo:
‘A pesquisa que eu fiz foi buscar ali uma imagem dentro de um documentário que apresenta ele ali também junto com os amigos, alguns musicistas, músicos, compositores. E aí ele está ali conversando, descontraído, e esse jeito que ele está olhando, ele está olhando a maioria das pessoas que ele olha com carinho, uma certa timidez, admiração e à vontade, sabe? E aí eu quis trazer isso aqui para a Lapa”, diz.
A iniciativa da homenagem é da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Rio e faz parte das ações antirracistas da campanha Novembro Negro. A artista recebeu a encomenda em setembro e a entrega aconteceu nesta quinta-feira, dia 18. O empresário Augusto Nascimento, filho de Milton, participou da inauguração do mural e se disse muito grato pela homenagem:
“Todas as homenagens com ele em vida, principalmente, acho que têm um valor enorme, sabe? Acho que é o mínimo que ele merece, mas é muito legal que as pessoas deem esse reconhecimento e esse carinho a ele. E acho que nesse lugar assim, do lado do Circo Voador, da Fundição Progresso, que são dois lugares onde ele já se apresentou muitas vezes e são lugares tão simbólicos para a música, né, no Brasil todo. É incrível, acho que não tinha lugar melhor”, relata.
Na última terça-feira, Milton Nascimento recebeu o título de Doutor Honoris Causa concedido pela Fundação Oswaldo Cruz, também no Rio de Janeiro. Enredo em 2025 da escola de samba Portela, ‘Bituca’ mantém hoje uma rotina mais reservada devido a problemas de saúde.
*Com informações da Agência Brasil
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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