Cultura
Mostra em Recife celebra o reisado pernambucano
Cultura
O Reisado, uma das principais manifestações da cultura pernambucana – está sendo celebrado com uma mostra que começou esta semana, na Galeria Arte Plural, localizada no Recife Antigo 

A exposição “Espelho de Brincantes”, assinada pela estilista e designer de moda Juliana Souto, apresenta ao público um recorte das indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado da cidade pernambucana de Garanhuns.
São dezenas de fotografias – numa mescla de registros de moda e documentais – que levam o público a uma jornada visual do universo do reisado, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.
Juliana teve como base uma pesquisa histórica sobre o Reisado em Garanhuns, suas origens e o legado artístico das personagens que mantêm viva a tradição ao longo dos anos.
Entre os homenageados na Exposição, Dona Zefinha é a única detentora do saber dos reisados viva e em atividade à frente do grupo Três do Oriente.
Além da Mestra Zefinha, também foram pesquisados os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam na cidade desde a década de 1950.
A artista transportou as imagens dos três mestres, vestidos com seus trajes de festa, de seus lugares reais e para um espaço fantástico, lúdico e mítico criado pela fotógrafa.
Projeções audiovisuais e uma trilha sonora composta por sons dos reisados ampliam a experiência do visitante, convidado a mergulhar em cores, ritmos e narrativas que atravessam gerações e constroem a identidade do reisado pernambucano.
A exposição “Espelho de Brincantes” possui recursos de audiodescrição e ficará aberta ao público de segunda a sábado, até o dia 6 de fevereiro.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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