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Cultura

Memorial Mestre Sivuca, em João Pessoa, reunirá acervo do músico

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O músico e pesquisador paraibano Sivuca vai ganhar um espaço só seu. A Universidade Federal da Paraíba e o Governo do Estado assinaram um acordo para a criação do Memorial Mestre Sivuca.

O espaço receberá parte do acervo do artista, cedido por sua família e funcionará no prédio histórico que abrigou a Fundação José Américo, localizado no centro de João Pessoa e que pertence à Universidade.  A expectativa é que as obras comecem em fevereiro do ano que vem.

A reitora da UFPB, Terezinha Domiciano, comemorou a parceria que vai aproximar o trabalho de Sivuca da população. 

“É um agradecimento coletivo de toda a Universidade Federal da Paraíba, mas eu diria de toda a sociedade paraibana e por que não dizer internacional? Porque Sivuca é um nome de referência internacional e que a partir de agora, a partir de uma ação conjunta, nós vamos estar disponibilizando em breve todo o seu acervo no lugar que será recuperado para tal”.

Cerca de 10 mil peças doadas pela viúva Glória Gadelha, incluindo instrumentos, partituras, objetos pessoais, fotos e documentos do músico e instrumentista farão parte do acervo. 

Severino Dias de Oliveira, conhecido como Sivuca, nasceu no dia 26 de maio de 1930, na cidade paraibana de Itabaiana, e faleceu em 14 de dezembro de 2006. Ele começou a tocar sanfona aos nove anos de idade, em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde trabalhou na Rádio Clube de Pernambuco e recebeu o apelido de Sivuca. Em 1948 tornou-se aluno do maestro Guerra Peixe e foi contratado pela Rádio Jornal do Comércio.

Dois anos depois, em parceria com Humberto Teixeira, gravou o seu primeiro disco, pela Continental, que incluía a música “Adeus, Maria Fulô”.

Na sua trajetória musical tornou-se um dos maiores ícones da música brasileira, especialmente do gênero forró e instrumental. Desenvolvendo um trabalho como multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor, levando a sanfona e todas as raízes da música nordestina para o mundo.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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