Cultura
Lei reconhece Rota Turística da Serra da Capivara no Piauí
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A Rota Turística da Serra da Capivara, no Piauí, acaba de ser reconhecida legalmente como mais um importante roteiro não só para o turismo, mas também para a arqueologia e a história mundial. O Projeto de Lei que reconhece a rota foi aprovado no final de abril pela Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado e foi sancionado esta semana.

Entre os objetivos da nova lei está o estímulo ao desenvolvimento das atividades turísticas nas cidades piauienses de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e São João do Piauí. Essas cidades abrigam os equipamentos culturais, de lazer, estadia e patrimônio ligados aos milhares de sítios arqueológicos da região.
A lei também prevê que a estruturação, a gestão e a promoção dos atrativos turísticos recebam o apoio dos programas oficiais do governo federal direcionados ao fortalecimento da regionalização do setor.
No segmento econômico, a expectativa com a criação da rota turística é dar maior visibilidade e ampliar o reconhecimento internacional dos sítios arqueológicos, criando mais empregos e aumentando a renda local. Além disso, aumentar o investimento em infraestrutura, ampliar os eventos que valorizem o Patrimônio Cultural e Natural da região fortalecendo a conservação dos sítios.
Criado em 1979, o Parque Nacional Serra da Capivara abriga a maior concentração de pinturas rupestres do mundo, com mais de 1,3 mil sítios catalogados e 35 mil desenhos. As pinturas que retratam a fauna e cenas do cotidiano como rituais religiosos, partos, cenas de sexo e caça têm entre 6 mil e 50 mil anos. Em 1991, o parque recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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