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João Pessoa recebe esquenta para festas juninas

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Vários bairros de João Pessoa começam a receber, a partir deste fim de semana, o projeto Pré-Junino, um “esquenta” para o Festival de Quadrilhas de junho na capital paraibana. 

Organizado pela Liga das Quadrilhas Juninas de João Pessoa em parceria com a Prefeitura, 23 grupos culturais farão mais de 40 apresentações até o dia 30 de maio.

Neste sábado, o “esquenta” acontece no bairro José Américo, na quadra de esporte localizada na Praça Janduir Carneiro, a partir das 19h. Por lá, se apresentam as quadrilhas Só Risos, Santo Antônio, Fulô do Cerrado, Botijinha, Flor do Mandacaru e Fazenda Lampião.

No domingo, no mesmo horário é a vez do público comparecer ao Centro da Juventude do bairro Alto do Mateus para dançar junto com as quadrilhas juninas Linda Flor do Sertão, Zé Monteiro, Sacode Poeira, Paraíba, Babado de Xita, Pindura Saia e Fogueirinha.

Nos fins de semana seguintes, os bairros de Mangabeira, Valentina, Roger, Torre e Mandacaru receberão o evento. No Instagram da Fundação Cultural de João Pessoa @funjopeoficial é possível saber a data, local, horários e atrações em cada bairro.

Outros destaques da programação junina da capital paraibana para as próximas semanas são a Feira de Cordel – de 29 de maio a 6 de junho, no Busto de Tamandaré, e o Festival Estadual de Quadrilhas – que começa no dia 15 de junho, na Praia de Tambaú. Já as dezenas de shows no palco principal do Parque Solon Lucena, acontecerão entre os dias 19 e 24 de junho. Na noite de abertura, as atrações são Zé Cantor, Nando Cordel e a dupla Marcelo & Rayane.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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