Cultura
Governo repassa R$ 12 mi para escolas de samba do Rio
Cultura
O governo federal destinou R$ 12 milhões para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Cada uma das 12 agremiações vai receber R$ 1 milhão.

A assinatura do termo de cooperação foi realizada nesta segunda-feira (19), na Cidade do Samba, por representantes da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), do Ministério da Cultura e da Liesa.
As escolas de samba são parceiras diplomáticas do Brasil no mundo. Cidadãos de mais de 160 países participam do carnaval da cidade. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, fala da relevância da festa carioca…
“É um número gigante, a maior imagem que o Brasil tem no mundo. O carnaval fornece trabalho, renda e alegria. Essas três coisas a gente ganha em grande escala no carnaval. Esse ano a gente tá cantando do Rio Grande do Sul ao Amapá, passando pela Bahia e outros lugares. A consequência do carnaval no Rio chega no Brasil todo. ”
Segundo o presidente da Liesa, Gabriel David, o repasse de recursos é fundamental para essa reta final de preparação das escolas de samba…
“Hoje a gente está com todos os barracões a mil por hora. Milhares de pessoas estão atuando na Cidade do Samba para que a gente possa entregar mais um grande espetáculo não só para o nosso país, mas para mostrar ao mundo o que o nosso país tem de melhor”, disse David.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a parceria com as escolas de samba para enfrentamento à violência contra a mulher tem que ser permanente…
“É claro que não queremos essa parceria só no carnaval. Vocês estão aqui nesse espaço o ano todo. E toda mobilização, todo evento, toda formação, tudo o que a gente puder, estaremos participando”.
Nesta segunda-feira, completa-se um mês do reconhecimento dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural do Estado. A medida amplia a base legal para investimentos públicos e políticas de valorização profissional. Também consolida o Carnaval como ativo estratégico do estado, do ponto de vista cultural e econômico.
*Com informações da Agência Brasil
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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