Cultura
Flisamba será aberta na tarde deste sábado no Rio de Janeiro
Cultura
Um dos mais tradicionais eventos de preservação da memória e debate sobre a representatividade negra chega ao Rio de Janeiro. É a Flisamba – Festa do Samba e Resistência Cultural –, que será aberta na tarde deste sábado (8), na Casa Savana, centro carioca.

Em sua quinta edição, o evento traz o tema “Dos terreiros ao ambiente virtual, o samba é patrimônio cultural brasileiro”. A proposta é discutir o gênero musical no mundo contemporâneo e sua importância na construção de identidade e conhecimento.
Programação
Criada em 2016, no Renascença Clube, a festa tem como objetivo difundir a cultura negra através de ações educativas. Pela primeira vez, a programação – que é gratuita – foi expandida para além da feira e das apresentações artísticas. A Flisamba promoveu, ao longo de dois meses, quatro oficinas, feitas em modalidade online, voltadas para formação continuada de lideranças, agentes culturais, além de desenvolvedores de eventos, campanhas e projetos culturais.
Na Casa Savana, o público terá acesso a feira de empreendedorismo, com livros e artesanatos; gastronomia; apresentações musicais; e debates. Entre os palestrantes estão Milton Cunha, Marcos Salles, Helena Teodoro entre outros. Além disso, nomes históricos do samba carioca também serão homenageados. São eles: o sambista Antônio Candeia Filho, o produtor musical Milton Manhães e a cantora Teresa Cristina.
As homenagens são tradicionais na Flisamba. Entre os que já foram reconhecidos pela festa do samba estão Dona Ivone Lara, Conceição Evaristo e Nei Lopes.
Para conferir a programação e adquirir os ingressos da Flisamba, basta acessar o site do evento.
*Com supervisão de Ana Lúcia Caldas
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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