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Festival Literário Fliaraxá reúne escritores nacionais e estrangeiros

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A cidade mineira de Araxá, há 260 km da capital Belo Horizonte, realiza até o próximo domingo o Festival Literário Fliaraxá, com mais de 50 atrações voltadas para o incentivo à leitura. A proposta do evento é integrar literatura, reflexão contemporânea, formação de leitores e desenvolvimento cultural local.

Nesta edição do evento o tema é “Meu Lugar no Mundo”, uma homenagem ao patrono escolhido, o geógrafo Milton Santos, que completaria 100 anos em 2026. O curador do festival, Sérgio Abranches, fala sobre a escolha.

“É um autor de grande importância, o Milton Santos. É um intelectual brasileiro da estatura de um Celso Furtado, de um Darcy Ribeiro. Ele é geógrafo, mas ele transcende a geografia, ele funde a geografia com a sociologia e faz uma ciência social inovadora, de grande poder explicativo, e que tem o seu centro na noção de território. O lugar da pessoa, segundo ele determina em grande parte nossos comportamentos, nossas aspirações e os nossos interesses”.

Participam do Fliaraxá grandes nomes nacionais e internacionais. Um deles é Marcelino Freire, que também é referência em cursos de escrita criativa, como explica o curador.

“Todos os autores que nós levamos são grandes. Todos eles são premiados. Têm prêmio Jabuti, tem prêmio São Paulo, tem prêmio Oceanos, prêmios internacionais também. Mas eu destacaria entre os brasileiros Marcelino Freire, que é além de um grande autor, ele é um grande professor de escrita criativa. Ele é dos mais bem-sucedidos e conhecidos do Brasil. Marcelino mantém grupos de escrita criativa ao longo do ano. Essas oficinas dele produzem grandes autores. Há vários autores brasileiros recentes, premiados, importantes, que passaram pelas oficinas do Marcelino”.

Outros importantes nomes são os da jornalista, escritora e professora Bianca Santana, autora de Quando me descobri negra, o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra Amaral, autor de Cartas de um terapeuta, e o jornalista e escritor angolano José Eduardo Agualusa, com obras traduzidas para mais de vinte idiomas, entre elas Nação crioula e O vendedor de passados.

Além disso, o festival conta com um prêmio de redação para estudantes, que neste ano segue o tema do evento, “Meu Lugar no Mundo”, propondo a eles uma reflexão sobre a noção de pertencimento para além da casa, considerando outros espaços como bairro, escola, relações e histórias vividas, em diálogo com o pensamento do geógrafo Milton Santos.

Sérgio Abranches explica a relevância deste concurso.

“O concurso de redação é muito importante para nós. É a parte mais importante do legado duradouro que nós deixamos para as cidades todo ano. As escolas se engajam, é voluntária a inscrição. Normalmente, a gente tem uma taxa de acima de 90% de adesão das escolas ao concurso. Os professores se mobilizam. Nós mandamos um professor para ajudar as escolas como uma espécie de monitor e orientador para ajudar as escolas a como trabalhar o tema das redações. É muito valorizado pela comunidade”.

A Fliaraxá conta ainda com uma exposição fotográfica com imagens produzidas com máquinas analógicas por alunos entre 10 e 18 anos da Escola Municipal Romália Porfírio de Azevedo, da periferia da cidade. A proposta é apresentar ao público o olhar dos jovens sobre o lugar em que vivem.

O evento acontece no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá, com entrada franca! Outras informações em fliaraxa.com.br

 


Fonte: EBC Cultura

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Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração

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A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.

“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.

A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.

“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.

A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.

“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais.  Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”

O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.


Fonte: EBC Cultura

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