Cultura
Festival de Artes Cênicas reúne artistas de quatro continentes
Cultura
Salvador recebe até o próximo dia 2 de novembro a 16ª edição do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, que reúne artistas da Bahia, do Brasil, da África e da Europa.

Com o tema “Que Bahia é essa?”, o festival propõe um mergulho nas urgências do mundo contemporâneo e nas múltiplas identidades que o estado baiano carrega em sua formação.
Espaços culturais da capital baiana — como o Teatro Sesc-Senac Pelourinho, o Museu de Arte Contemporânea e os teatros Gamboa e Cambará — serão palco da programação composta por 15 espetáculos de artistas nacionais de Manaus, Fortaleza, Recife, Feira de Santana e Salvador, além de grupos de fora do Brasil vindos de Camarões, França, Burkina Faso e Burundi.
Entre os espetáculos, fazem parte da programação o musical pernambucano “Luiz Lua Gonzaga”, a performance “A Ópera do Aldeão”, de Camarões, e a peça francesa “A Verdade Vencerá”. Os baianos estarão representados no festival com o espetáculo infantil “Meninas Contam a Independência”, a apresentação de dança “Dembwa” e a peça “Ana e Tadeu”.
A programação também conta com oficinas, lançamentos de livros e o Seminário Internacional de Curadoria e Mediação. Os detalhes estão disponíveis no Instagram oficial do evento: @fiacbahia.
Cultura
No Recife, exposição imersiva homenageia Dom Helder Camara
No mês em que se celebra os 95 anos de ordenação de Dom Helder Camara, a comunidade católica recifense e os turistas que visitarem a capital pernambucana desta quarta-feira (19) até o próximo sábado (22) poderão visitar uma exposição imersiva dedicada ao religioso. A experiência multissensorial que homenageia a liderança religiosa é organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, em parceria com o Instituto Dom Helder Camara.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, que fica no bairro Boa Vista, receberá a projeção “Dom Helder Camara – Luz, Fé e Memória”, que utilizará luz, arte e tecnologia para oferecer uma experiência que aproximará o público de sua história, espiritualidade e legado humanitário.
Durante 25 minutos, o interior do templo será transformado em um ambiente de contemplação e memória, por meio da integração entre projeção mapeada, trilha sonora original, locução, fotografias históricas, animações, arte sacra e iluminação cênica.
Ao longo da narrativa audiovisual, frases marcantes de Dom Helder serão projetadas sobre a arquitetura da igreja, reforçando valores como paz, fraternidade, esperança, solidariedade e justiça social. As apresentações ocorrem entre 19h e 21h, com intervalos de 25 minutos.
Dom Helder
Dom Helder foi um dos fundadores da CNBB, que teve importante papel de enfrentamento ao regime militar. Foi justamente nesse período que ele se tornou arcebispo de Recife e Olinda, em 1964, cargo que ocupou até a metade da década de 1980.
Dom Helder chegou a ser indicado algumas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, nos anos 70, por causa da sua luta pelos direitos humanos. Segundo a Comissão Estadual da Memória e Verdade de Pernambuco, batizada com o nome de Dom Helder, o governo ditatorial brasileiro da época interveio para que a premiação não ocorresse em uma das indicações ao prêmio, ocorrida em 1972.
Dom Helder Camara faleceu no dia 27 de agosto de 1999, aos 90 anos de idade, em sua casa, na cidade do Recife.
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