Cultura
Festival cultural voltado para a promoção da paz acontece em Campinas
Cultura
Um grande evento cultural, voltado para a promoção de relações mais justas, solidárias e humanas por meio da arte. Assim é o Festival Artes Pela Paz, que reúne mais de 200 artistas na cidade de Campinas, em São Paulo. O evento acontece desde 25 de abril e conta com uma série de atividades gratuitas.

Entre as atrações estão apresentações, oficinas, exposição, seminários e produção de conteúdo, como podcasts.
Célio Turino, curador do festival, destaca que além de incentivar a paz, o evento busca valorizar o artista local.
“A ideia foi concentrar com artistas de Campinas. O único convidado de fora foi o maestro Nelson Ayres. A lógica foi sempre essa. Se expressou também com a exposição de artes visuais e de música. Desde música caipira de raiz, afinal estamos no interior do estado de São Paulo, passando por um grupo de teatro e música infanto-juvenil, também com um ponto de cultura que se fez há 20 anos, que hoje é um grupo muito consolidado em Campinas, que é o Anelo, com a banda Pretos e Pretas”.
Entre os destaques do festival está a exposição Artes pela Paz, que reúne artistas, coletivos e projetos visuais. Eles dialogam, por meio dos trabalhos apresentados, com a ideia de diversidade cultural, convivência e imaginação de futuros. Célio Turino dá mais detalhes.
“Buscamos também juntar várias linguagens. Desde a chamada para a arte postal, em que houve retorno de pessoas de 18 países que fizeram seus cartões postais à mão, até arte em adesivos, os stickers, algo feito por jovens, arte indígena, passando por convites a artistas mais consagrados, de carreira, mais consolidados em Campinas, como Marcos Garcia, com obras sobre Oriente-Ocidente”.
O encerramento do festival será no próximo dia 27, com apresentação de atrações artísticas no Teatro de Arena, grande espaço cultural da cidade, localizado na Praça Imprensa Fluminense.
A ideia da organização do Artes Pela Paz, explica o curador, é que o evento permaneça no calendário da cidade e possa até seguir para outros locais.
“Transformar esse festival em algo permanente, que aconteça todo ano, para quem sabe, fixar Campinas como uma cidade que foi ganhando a ideia da paz. No concerto de abertura, nós já tivemos um grande público de 4.600 pessoas no concerto. Também desejamos, assim que o festival terminar, estabelecer intercâmbios. Estaremos abertos a receber convites para levarmos esse espetáculo pelo Brasil e quem sabe fora do país também”.
O Festival Artes Pela Paz é idealizado pelo Instituto Casa Comum, organização não governamental que busca promover o fortalecimento e o desenvolvimento da cidadania. Outras informações em: institutocasacomum.org/festival-artes-pela-paz.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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