Cultura
Festival celebra Dia Estadual da Dança do Coco em PE
Cultura
O Dia estadual da Dança do Coco, manifestação cultural afro-indígena secular, presente em várias cidades brasileiras, é celebrado neste sábado, 20 de junho, em Pernambuco.
Para marcar a data, a cidade de Afogados da Ingazeira, localizada no alto Sertão do Pajeú, vem realizando desde terça-feira várias ações dentro da programação do Primeiro Festival de Coco da cidade, que tem como anfitrião, o Coco Negras e Negros da comunidade quilombola do Leitão da Carapuça.

Nesta sexta-feira, a partir das quatro da tarde, a antiga Estação Ferroviária da cidade recebe, além dos anfitriões, o Samba de Coco Cachoeira da Onça da cidade de Custódia, seguido da homenagem “Amigos do Coco”, do Grupo de dança “Raízes em Movimento”, do Grupo de Coco “Eu Não Tenho Amor” e a Batucada Feminista do Pajeú. No local, haverá degustação de comidas quilombolas e ações de reflorestamento e doação de mudas de plantas da caatinga.
Neste sábado, às quatro da tarde, na comunidade quilombola de Leitão da Carapuça, acontecem as apresentações com o Coco Toype do Ororubá, da cidade de Pesqueira, encerrando com o Coco Negras e Negros, que detém o título de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.
Integrantes dos grupos de Coco realizaram oficinas de dança nas escolas da rede pública de Afogados da Ingazeira. Criado em 2009, o Dia Estadual da Dança de Coco, em Pernambuco, reconhece a importância das várias vertentes da manifestação cultural; o Coco de Roda, Coco de Embolada e Samba de Coco, além dos produtores, artistas, brincantes, mestres e técnicos envolvidos de alguma forma com essa manifestação cultural afro-brasileira.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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