Cultura
Feira do Lavradio, no Rio, tem evento de comemoração de 30 anos
Cultura
Uma das principais atrações culturais a céu aberto na região central da cidade do Rio de Janeiro está completando 30 anos neste mês de outubro. Para celebrar, a Feira do Lavradio, que leva o nome da rua onde acontece, terá agenda especial com apresentações artísticas gratuitas neste sábado (25) a partir das 14h. A programação conta com a inauguração do palco Isnard Manso, junto à Praça Emilinha Borba. Por lá, vão passar o grupo Dança CCC e o cantor Nando Bonfá. O público ainda vai poder participar da roda com o Samba de Feira, além de saborear as delícias gastronômicas em um circuito inédito. A Feira do Lavradio foi criada em 1995 por um grupo de empresários do Polo Novo Rio Antigo para revitalizar a região da Lapa. O diretor do Polo, Plínio Frois, explica a importância da Feira para a cidade.

“A Lavradio é a primeira rua residencial da cidade, no século 19. Foi moradia de nobres, de poetas, e hoje é conhecida internacionalmente. Com a criação da Feira pelos comerciantes locais, que se iniciou o processo de revitalização, não só da Rua do Lavradio, mas também da Lapa, da Praça Tiradentes, de toda essa região do Centro Histórico do Rio”, diz.
Atualmente, a Feira abriga mais de 300 expositores, com produtos diversificados, desde antiguidades e gastronomia até decoração e moda. O evento acontece todos os sábados na Rua do Lavradio, definida em 2021, como Patrimônio Imaterial Cultural do Estado, pela sua importância histórica.
*Sob supervisão de Vitória Elizabeth
Cultura
Roxinha Lisboa ganha exposição individual em Salvador
A artista popular alagoana Maria José Lisboa da Cruz, conhecida como Roxinha Lisboa, será homenageada com uma exposição individual na Caixa Cultural Carlos Gomes, em Salvador, na Bahia.

A abertura da mostra será na noite desta terça-feira e contará com uma visita mediada pela própria artista.
A exposição faz parte do projeto “Meu Brasil Interior” e reúne mais de 60 obras inspiradas em memórias e cenas do cotidiano sertanejo. Os trabalhos aproximam a produção artística de Roxinha Lisboa das experiências que marcaram sua trajetória de vida.
Temas como trabalho, memória, autonomia feminina e transformação social aparecem em espaços expositivos como “O Ateliê Imersivo” e “Cartas para Roxinha”. O trabalho da artista integra o universo da Arte Naif contemporânea brasileira, com cores vibrantes, personagens, festas populares, manifestações religiosas e paisagens marcadas pela memória afetiva.
A mostra ficará aberta à visitação até 22 de novembro.
Dona Roxinha nasceu em 1956, no povoado de Lagoa de Pedra, no sertão de Alagoas, onde vive até hoje. Antes de se dedicar à arte, trabalhou na agricultura e em serviços gerais. Começou a pintar já na maturidade, usando o desenho para matar a saudade dos filhos que haviam saído de casa. O que começou como uma brincadeira acabou se transformando em uma carreira reconhecida.
Autodidata, ela pinta sobre os mais variados suportes: madeira, papel, objetos usados e até paredes.
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