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Desabamento de teto de igreja em Salvador completa um ano

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O desabamento de uma parte do telhado da Igreja de São Francisco de Assis completa um ano nesta quinta-feira (5). Conhecida como Igreja de Ouro, a edificação fica no Pelourinho, em Salvador.

A queda parcial do teto — ocorrida em 5 de fevereiro do ano passado, por volta de 14h30 — causou a morte de uma turista de 26 anos, além de deixar outras cinco pessoas feridas. Desde o desabamento, o templo segue fechado ao público.

Uma missa será celebrada nesta quinta, às 17h, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco — vizinha ao templo onde ocorreu o acidente —, em memória de Giulia Righetto, vítima do desabamento do telhado. Ela nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e visitava a igreja com o namorado e amigos no momento em que parte do teto desabou. Até hoje, ninguém foi responsabilizado judicialmente pelo ocorrido.


Salvador (BA), 06/02/2025 - Ministra da Cultura Margareth Menezes visita Igreja de São Francisco de Assis, no Pelourinho, que teve o teto desabado. Foto: Maiara Cerqueira/MinC

Salvador (BA), 06/02/2025 – Igreja de São Francisco de Assis, no Pelourinho, que teve o teto desabado – Maiara Cerqueira/MinC

O local passa atualmente por uma série de obras emergenciais, coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sem previsão de conclusão. Esta semana, o instituto anunciou que cerca de R$ 20 milhões do Novo PAC, do governo federal, vão ser investidos no restauro da igreja e do Convento de São Francisco.

O custo total da reforma do complexo, contudo, é estimado em quase R$ 90 milhões. A Comunidade Franciscana da Bahia disse que pretende realizar uma campanha nacional de arrecadação para ampliar os recursos de restauração.

A Igreja de São Francisco de Assis, erguida entre os séculos XVII e XVIII, é tombada pelo Iphan e considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo.
 


Fonte: EBC Cultura

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Mais de 900 instituições participam da Primavera dos Museus

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Organizada pelo Ibram, o Instituto Brasileiro de Museus, a Primavera dos Museus reúne instituições de todo o país no começo da estação para aproximar a sociedade desses espaços. Com o tema “Museu para todas as pessoas”, a iniciativa busca refletir sobre inclusão e diversidade para democratizar o acesso a espaços culturais. Mais de 900 instituições de todo o país participam da ação, com atividades relacionadas ao tema da inclusão e diversidade.

A proposta abarca desde a acessibilidade ao sentimento de pertencer e se sentir representado em mais de 2 mil atividades inscritas, como palestras, oficinas, mostras e ações educativas. Entre os participantes está o Museu das Favelas, em São Paulo. Priscila Fenix, da gerência de conteúdo da instituição, comenta a programação especial:

“No dia 24, uma formação sobre acessibilidade e património, discutindo os desafios de tornar espaços históricos mais acessíveis e pensar também na função social desses espaços. No dia 25, a oficina Favela no Toque proporciona uma experiência de construção de uma árvore faveleira, um símbolo importante para o museu. E no dia 26, o encontro Afrofuturismos: Imaginando e Construindo Prosperidades, que reúne literatura, música e debate sobre futuros possíveis no contexto da população negra”.

Em Salvador, o Museu de Arte da Bahia traz uma oficina de modelagem de argila e a exposição “A Bahia pelo olhar do autismo”.

Em Fortaleza, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará realiza uma visita mediada em Libras na mostra “Arte Surda”.

Em Manaus, o Museu da Cidade oferece atividade prática que explora a fuligem como pigmento artístico.

Em Cuiabá, o Museu de História Natural de Mato Grosso realiza visita mediada na exposição “Territórios”, do artista Babu 78, com obras sobre o cotidiano da periferia cuiabana.

No Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional retrata as histórias de 10 mulheres do século XIX na exposição “Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão”.

Em Porto Alegre, o Museu da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) apresenta exposição sobre a memória e o protagonismo da população negra na capital gaúcha.

É possível consultar a programação completa pelo site visit.museus.gov.br e selecionar por cidade, data ou instituição.


Fonte: EBC Cultura

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