Cultura
Cresce procura e oferta por experiências de turismo afrobrasileiras
Cultura
A edição mais recente do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo traz um dos segmentos que mais cresce e ganha reconhecimento em todo o Brasil: o Afroturismo. A publicação do Ministério do Turismo foi lançada durante a décima edição do Salão do Turismo, encerrada neste fim de semana em Fortaleza, no Ceará.

O levantamento mapeou 101 experiências e 32 eventos em todo o país, consolidando principalmente as regiões Sudeste e Nordeste como polos do segmento. São 130 páginas destacando o protagonismo da cultura afro-brasileira e das experiências que conectam história, identidade e desenvolvimento econômico. O estudo foi elaborado em parceria com representantes do Ministério da Igualdade Racial, da Embratur e de diversos setores ligados ao afroturismo brasileiro.
Nesta décima terceira edição, o boletim mostra que o país já conta com roteiros urbanos, caminhadas históricas, vivências em comunidades quilombolas, experiências gastronômicas e práticas culturais e religiosas que valorizam as raízes africanas como atrativo turístico e também como força econômica.
O segmento demonstra um dinamismo recente – 41% dos negócios foram criados nos últimos três anos. E há alto nível de qualificação, com mais de 40% dos empreendedores tendo ensino superior e 36% sendo pós-graduados. Outro dado relevante é que o afroturismo brasileiro vem sendo impulsionado majoritariamente por mulheres: pouco mais de 66% dos empreendimentos são liderados por mulheres negras.
A publicação também analisa o perfil dos consumidores, os desafios estruturais e as oportunidades de expansão do segmento. Segundo o levantamento, 82% das pessoas negras preferem consumir serviços turísticos administrados por empreendedores negros. Já 91% afirmam que participariam de experiências ligadas à cultura afro-brasileira. O interesse global também avança: as buscas por experiências afrocentradas no país cresceram 30% entre 2024 e 2025.
O boletim está disponível no site do Ministério do Turismo.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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