Cultura
Cidades baianas recebem mostra internacional de cinema
Cultura
As cidades de Salvador e Cachoeira, na Bahia, sediam a partir desta quarta-feira (25) a 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema. 

Até 1º de abril, serão exibidos mais de 150 filmes entre longas, médias e curtas-metragens; sendo 72 deles parte das três mostras competitivas: uma internacional, uma nacional e uma baiana. Os títulos escolhidos passam pelos gêneros documental, ficção e animação, além de obras experimentais.
Em Salvador, as exibições ocorrem no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, com parte das sessões pagas. O filme inédito A Vida de Cada Um abre oficialmente o evento nesta quarta-feira, às 20h. Após a exibição, haverá um bate papo com o diretor Murilo Salles e a atriz Bianca Comparato.
Já na cidade de Cachoeira, o Cine Theatro Cachoeirano dá o pontapé inicial na programação a partir das 19h30 desta quarta, com a exibição do documentário O Samba Mora Aqui, do cineasta baiano Vitor Rocha, que também participa de um debate após a sessão. Todas as exibições são gratuitas.
Esta edição do Panorama também conta com duas mostras dedicadas ao pioneirismo e inovação estética e narrativa de duas cineastas: a realizadora belga radicada na França e figura central do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, Agnès Varda, e a cineasta, roteirista e jornalista cubana Sara Gómez, a primeira mulher a dirigir um longa-metragem no país.
A programação nas cidades inclui ainda encontros presenciais com realizadores e produtores, debates, oficinas, laboratórios e shows musicais. A relação das atividades está disponível no site do evento.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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